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Reposição salarial de 25% na função pública aplicada a partir de 4ªfeira

Os funcionários públicos vão receber a partir de quarta-feira o salário com a reposição de mais 25% do que lhes foi retirado em 2011, aproximando-se progressivamente do valor integral que será alcançado em outubro.

SIC

Os funcionários públicos têm a sua remuneração reduzida desde 2011, pela aplicação de cortes progressivos entre os 3,5% e os 10% aos salários acima dos 1.500 euros.

A reposição salarial tem sido a principal reivindicação das estruturas sindicais da função pública, que agora se congratulam com a devolução, ainda que progressiva, das remunerações.

O dirigente da Federação Nacional dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap), José Abraão, disse à Lusa que "a reposição é positiva", embora preferisse a devolução total imediata dos salários.

Já a coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública, Ana Avoila, também considerou que "era melhor receber tudo de imediato" e salientou que a reposição "já está a ser feita em cima de salários desvalorizados".

Igualmente contactada pela Lusa, a presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Maria Helena Rodrigues, lembrou que "os trabalhadores que tiveram cortes salariais apenas vão reaver em outubro de 2016 o salário que tinham em 2009, depois de terem sido obrigados a fazer um esforço adicional para resolver questões do défice orçamental, que não foram resolvidas".

Com a reposição de 25% em janeiro, o ordenado líquido dos funcionários públicos vai aumentar cerca de 2% face ao mês de dezembro, depois das reduções nos cortes salariais e na sobretaxa introduzidas pelo Governo, segundo simulações da consultora PricewaterhouseCoopers (PwC) para a Lusa.

O plenário parlamentar de quarta-feira debate propostas legislativas do PS, PCP e Bloco de Esquerda que têm como objetivo repor em 2016 os complementos de reforma dos trabalhadores das empresas do setor empresarial do Estado.

O grupo parlamentar do Partido Comunista e o do Bloco de Esquerda (BE) apresentaram projetos de lei que defendem a reposição do pagamento de todos os complementos de pensões nas empresas do setor público, para entrarem em vigor com o Orçamento do Estado de 2016.

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