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Ex-diretor do Fisco diz que é preciso alterar lei para facilitar combate à evasão fiscal

Ex-diretor do Fisco diz que é preciso alterar lei para facilitar combate à evasão fiscal

O ex-diretor-geral da Autoridade Tributária reconhece que o Fisco não tem acesso a informação suficiente que permita investigar contribuintes com grandes fortunas e que pagam poucos impostos. José Azevedo Pereira foi chamado a prestar esclarecimentos no Parlamento, depois de ter revelado, na SIC Notícias, que há cerca de 240 contribuintes com patrimónios avaliados em milhões e que pagam muito poucos impostos. Números confirmados pela própria Autoridade Tributária, num documento que fez chegar à Assembleia, e onde se pode ler que estes contribuintes apenas pagaram 50 milhões de euros em IRS, quando deviam pagar cerca de 3 mil milhões.

Azevedo Pereira diz que cabe ao Parlamento alterar a lei, para que seja mais fácil apertar a malha nas situações de evasão fiscal. O ex-diretor do Fisco admitiu ainda que, enquanto liderou a máquina fiscal, pediu várias vezes aos governos do PS e do PSD para que houvesse um maior acesso a dados bancários, mas que o pedido foi sempre recusado, o que impossibilitou que o trabalho da Autoridade Tributária fosse mais eficaz.

  • Edição de 9-12-2015
    41:10

    Negócios da Semana

    José Gomes ferreira entrevista José Azevedo Pereira, Consultor e Professor do ISEG.Temas: Aumento dos Impostos;Informatização da administração fiscal; E-faturas; Os casos de prepotência do Fisco sobre os pequenos e os que não podem escapar continuam a marcar a actualidade; Algumas corporações e interesses mais poderosos conseguem sempre algum tipo de benefício ou de isenção. A fuga de capitais para o exterior para escapar aos impostos e apagar o rasto de corrupção.

  • "É mais um notável tiro no pé de Passos Coelho"
    4:04

    Tragédia em Pedrógão Grande

    Miguel Sousa Tavares analisou esta segunda-feira, no Jornal da Noite, a polémica em torno de Pedro Passos Coelho, depois do presidente do PSD ter pedido desculpas por ter "usado informação não confirmada", ao falar na existência de suicídios, depois desmentidos, como consequência da falta de apoio psicológico na tragédia de Pedrógão Grande. Sousa Tavares considera que Passos Coelho deu "mais um tiro no pé" e defende que o líder da oposição "está notoriamente desgastado" e "caminha para uma tragédia eleitoral autárquica".

    Miguel Sousa Tavares

  • Este texto é sobre o bom senso. O bom senso que faltou a Passos Coelho quando, esta manhã, depois de uma visita pelas áreas ardidas de Pedrógão Grande, decidiu falar em suicídios. Passos não se referiu a tentativas, mas sim a atos consumados. Deu certezas. Disse que tinha conhecimento de “pessoas que puseram termo à vida” porque “que não receberam o apoio psicológico que deviam.”

    Bernardo Ferrão

  • Simplex+2017 promete simplificar burocracia
    1:08

    País

    Já está online o novo Simplex+2017, que vai simplificar a vida dos cidadãos, empresas e administração pública. Pagar impostos com cartão de crédito e ter o cartão de cidadão ou a carta de condução no telemóvel são alguns exemplos do que está previsto.

  • Homem fala ao telefone com o filho que pensava estar morto

    Mundo

    Um norte-americano que tinha estado presente no funeral do filho recebeu, 11 dias depois, uma chamada telefónica de um homem que o pôs em contacto... com o filho que havia enterrado semana e meia antes. Tudo por causa de um erro do gabinete de medicina legal.