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Presidente da Renault pede novas regras para emissões poluentes de carros

O presidente da Renault, o brasileiro Carlos Ghosn, insistiu esta sexta-feira que o grupo francês cumpre as regras das emissões poluentes nos seus carros e acrescentou estar a favor da alteração das medidas de homologação para evitar confusões nos consumidores.

Carlos Ghosn explicou ser "evidente que quando se utiliza um carro em condições diferentes (...), têm-se emissões diferentes, e normalmente superiores", acrescentando que "todos os fabricantes têm emissões superiores" e frisou que "não há regras" para dizer se é ou não aceitável que se superem em cinco, sete, dez, quinze ou vinte vezes. (Arquivo)

Carlos Ghosn explicou ser "evidente que quando se utiliza um carro em condições diferentes (...), têm-se emissões diferentes, e normalmente superiores", acrescentando que "todos os fabricantes têm emissões superiores" e frisou que "não há regras" para dizer se é ou não aceitável que se superem em cinco, sete, dez, quinze ou vinte vezes. (Arquivo)

© Thomas Peter / Reuters

"Não há fraude", sublinhou Carlos Ghosn numa entrevista ao canal de televisão RTL, que fez finca pé de que "cumpre as normas" e de que "os carros Renault estão todos homologados".

O presidente da Renault respondia à polémica gerada depois de na semana passada as autoridades francesas antifraude terem feito buscas em vários locais da empresa para verificar se a marca não utilizava, como a alemã Volkswagen, mecanismos para dar informações enganosas sobre os níveis de emissões dos seus veículos.

A razão das buscas das autoridades estava relacionada com os resultados obtidos por dois modelos da Renault nas provas realizadas por uma comissão oficial criada em setembro passado após o escândalo Volkswagen, de forma a verificar as emissões em condições reais de condução.

As quantidades de óxidos de nitrogenio (NOx) para versões a gasóleo do Captur e da Espace nessas condições normais eram várias vezes superiores às obtidas na homologação em ambiente estático.

Carlos Ghosn explicou ser "evidente que quando se utiliza um carro em condições diferentes (...), têm-se emissões diferentes, e normalmente superiores", acrescentando que "todos os fabricantes têm emissões superiores" e frisou que "não há regras" para dizer se é ou não aceitável que se superem em cinco, sete, dez, quinze ou vinte vezes.

Por isso, pronunciou-se a favor de que "se estabeleçam algumas regras para que não haja confusão".

O presidente da Renault, - que ainda não se tinha pronunciado publicamente sobre o assunto e que em dos dias fez perder 12% do valor da empresa em bolsa - reconheceu a importância de restabelecer a confiança do consumidor.

"Não podemos deixar a dúvida que a marca engana", pois "a riqueza de uma empresa como a Renault é a confiança dos seus clientes", afirmou.

Lusa

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