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Sindicatos exigem aumento de salários, pensões e desconto na ADSE

STE, Frente Comum e FESAP esperam que o Orçamento de Estado inclua aumentos, descongelamento de carreiras.

MANUEL DE ALMEIDA

Frente Comum quer aumento de salários e redução de 2% do desconto para ADSE

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública quer que o próximo Orçamento do Estado (OE) inclua aumentos de salários e a redução de 2% do desconto para a ADSE.

"São as 35 horas de trabalho semanal, os aumentos de salários e o descongelamento das posições remuneratórias e a redução de 2% do desconto para a ADSE [subsistema de saúde dos funcionários e pensionistas do Estado]", disse Ana Avoila, coordenadora da estrutura afeta à CGTP.

A Frente Comum quer também "a revogação da lei da requalificação/despedimentos" e que o Governo inclua verbas para assegurar os serviços públicos, designadamente na saúde, na educação e na segurança social.

FESAP quer descongelamento das progressões nas carreiras

A FESAP -- Federação dos Sindicatos da Administração Pública quer que o Orçamento do Estado para 2016 (OE2016) descongele as progressões nas carreiras e valorize a segunda posição da tabela remuneratória única.

De acordo com a federação, esta será uma das prioridades a ser incluída no próximo Orçamento, cuja proposta deverá ser entregue na Assembleia da República a 05 de fevereiro.

A proposta da FESAP para valorização da segunda posição remuneratória da tabela remuneratória única é a da atribuição dos 25 euros da diferença para o salário mínimo, "aumentando assim, de forma razoável, a diferença da segunda para a primeira posições e que com o aumento do salário mínimo nacional [para os 530 euros] é agora de apenas 2,08 euros".

A estrutura quer ver ainda concluído o processo legislativo de reposição do horário de trabalho de 35 horas semanais, aplicando-o a todos os trabalhadores que desempenhem funções em organismos públicos, qualquer que seja o seu vínculo à Administração Pública.

STE defende atualização das pensões em pelo menos 1,3%

O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) considera que as prioridades do Governo para o Orçamento do Estado (OE) devem incluir a atualização das pensões em pelo menos 1,3% e a revisão do IRS.

Em declarações à agência Lusa, a presidente do STE, Helena Rodrigues, considerou ainda que o Governo "se deve abster de colocar no OE 2016" as normas que proíbem as progressões na carreira, o pagamento do subsídio de Natal em duodécimos e a redução do valor a pagar pelo trabalho suplementar que os trabalhadores são obrigados a realizar.

O STE apresentou recentemente ao Governo, no seu caderno reivindicativo, um conjunto de propostas a ter em conta na elaboração do próximo OE, nomeadamente relativas ao aumento do rendimento das famílias.

A proposta do Orçamento do Estado para 2016 deverá ser entregue na Assembleia da República a 05 de fevereiro, completando a informação até agora conhecida.

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