sicnot

Perfil

Economia

Função Pública diz que nada se alterou e avança com greve

A Federação Nacional da Função Pública confirmou hoje a greve da administração central na sexta-feira, para reivindicar a reposição imediata das 35 horas, uma vez que "nada se alterou" para a suspensão da paralisação.

(Lusa - Arquivo)

(Lusa - Arquivo)

MANUEL DE ALMEIDA

"Queremos confirmar que os trabalhadores da função pública vão fazer greve no dia 29 porque nada se alterou que permita que se possa suspender esta greve. Temos um objetivo central que é a reposição imediata das 35 horas", afirmou a coordenadora da Federação, Ana Avoila, em conferência de imprensa.

A 11 de janeiro, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas, filiada na CGTP, anunciou uma greve da administração central para 29 de janeiro, para pressionar o Governo a repor o horário de trabalho semanal de 35 horas na administração pública o mais depressa possível e não no segundo semestre do ano.

No mesmo dia, a Federação dos Sindicatos da Administração Pública decidiu juntar-se à Federação da CGTP na greve de dia 29 mas entretanto, na terça-feira, a Fesap suspendeu a greve que tinha marcada para sexta-feira, por considerar que o Governo e o grupo parlamentar do PS têm dado sinais de que pretendem repor o horário de 35 horas na função pública o mais breve possível.

No dia 15 os projetos de lei do PCP, Verdes, Bloco de Esquerda e PS para a reposição das 35 horas de trabalho na função pública foram aprovados na generalidade e estão agora a ser discutidos na comissão da especialidade.

A principal diferença entre os quatro projetos de lei está no prazo de entrada em vigor da lei, pois enquanto o partido do Governo remete a aplicação da medida para 01 de julho, os outros três partidos querem a sua aplicação o mais rápido possível, o que corresponde à reivindicação dos sindicatos.

Lusa

  • Junta de Santa Maria Maior no centro de Lisboa contra despejos de idosos
    3:02
  • "Não há nenhuma meta com Bruxelas", garante Centeno no Parlamento
    0:57

    Economia

    O ministro das Finanças afirma que o Programa de Estabilidade é debatido em Lisboa e não em Bruxelas.Esta manhã, no Parlamento, Mário Centeno assegurou ainda que as metas são as mesmas com que se comprometeu no programa do Governo e garante que não há nenhuma meta acordada com Bruxelas.