sicnot

Perfil

Economia

Bruxelas espera quarto ano de retoma europeia mas admite mais riscos

A Comissão Europeia continua a acreditar na retoma do crescimento europeu, embora reveja ligeiramente em baixa as previsões para o desempenho da economia e adverte que os riscos aumentaram desde o outono, devido ao ambiente externo global.

Bruxelas espera quarto ano de retoma europeia mas admite mais riscos

Bruxelas espera quarto ano de retoma europeia mas admite mais riscos

© Francois Lenoir / Reuters

De acordo com as previsões económicas de inverno hoje divulgadas pelo executivo comunitário, a economia da zona euro deverá registar este ano um crescimento de 1,7%, que se consolidará em 2017 nos 1,9%, enquanto a União Europeia (UE) a 28 deverá manter em 2016 um crescimento estável de 1,9% e aumentar para 2,0% em 2017, projeções próximas, embora ligeiramente em baixa, das previsões de outono, divulgadas há dois meses (05 de novembro).

Bruxelas esperava que a economia da zona euro crescesse 1,8% este ano e 1,9% em 2017, enquanto projetava para a UE no seu todo crescimentos de 2,0 e 2,1%, respetivamente.

O executivo comunitário adverte todavia que, ao mesmo tempo que a economia europeia está agora a entrar no seu quarto ano de retoma e o crescimento continua a um ritmo moderado, impulsionado sobretudo pelo consumo, "grande parte da economia mundial está a braços com grandes desafios, pelo que os riscos para o crescimento estão assim a aumentar".

Por um lado, aponta Bruxelas, "espera-se agora que certos fatores que apoiam o crescimento sejam mais fortes e duradouros do que anteriormente projetado, como o baixo preço do petróleo, condições de financiamento favoráveis e uma baixa taxa de câmbio do euro".

Por outro lado, ressalva o executivo comunitário, "os riscos para a economia estão a tornar-se mais pronunciados e estão a surgir novos desafios: um crescimento mais lento na China e noutras economias de mercado emergentes, um comércio global fraco, bem como incertezas geopolíticas", incluindo tensões nas vizinhanças da Europa.

Apontando entre outros riscos os possíveis efeitos negativos de um aumento ainda maior das taxas de juro nos Estados Unidos, assim como uma contínua queda dos preços do petróleo que leve a que os países exportadores diminuam a importação de bens da UE, a Comissão aponta que "também há riscos dentro da UE que podem ter um impacto na confiança e no investimento".

Além de esperar que até 2017 todas as economias dos Estados-membros estejam em crescimento, ainda que com diferenças acentuadas entre os 28, a Comissão também projeta uma contínua melhoria das condições do mercado de trabalho, prevendo que a taxa de desemprego na zona euro recue de 11% em 2015 para 10,5% em 2016 e 10,2% em 2017, enquanto na UE, após uma decida de 9,5% em 2015, deverá recuar para os 9,0% este ano e 8,7% no próximo.

A Comissão Europeia espera também que os défices públicos continuem a baixar na zona euro. Depois de um recuo em 2015 que se deverá ter situado nos 2,2% do PIB, o défice público deve baixar para 1,9% este ano e 1,6% em 2017, sendo os valores para a UE um pouco acima daqueles previstos para o conjunto do espaço monetário único: 2,5%, 2,2% e 1,8%, respetivamente.

  • BE acusa direita de bloquear atual comissão à CGD
    1:37

    Caso CGD

    O Bloco de Esquerda acusa a oposição de estar a fazer tudo para impedir as conclusões da comissão de inquérito sobre a Caixa Geral de Depósitos que está em curso. Numa altura em que PSD e CDS já entregaram o requerimento para avançar com uma segunda comissão, Catarina Martins defende que ainda há muita coisa por apurar sobre o processo de recapitalização do banco público.

  • Visita de Costa a Angola pode estar em risco
    2:26

    País

    A visita de António Costa a Luanda poderá estar em risco devido à acusação da justiça portuguesa contra o vice-Presidente de Angola. O jornal Expresso avança que o comunicado com a reação dura do Governo angolano é apenas o primeiro passo e que pode até estar a ser preparado um conjunto de medidas contra Portugal. Para já, o primeiro-ministro português desvaloriza a ameaça e mantém a visita marcada para a primavera.