sicnot

Perfil

Economia

Associação de Bancos diz que aumento de custos dificulta fortalecimento

A Associação Portuguesa de Bancos (APB) considera que o aumento de encargos para a banca, que virá com o Orçamento do Estado para 2016, irá criar obstáculos ao "fortalecimento do sistema bancário".

Armando Franca

Em resposta à agência Lusa, a propósito das medidas orçamentais que agravam os impostos sobre a banca, a APB considera que o reforço da solidez do setor bancário passa "em boa medida por um regresso sustentado a uma rentabilidade mínima na atividade doméstica", pelo que "um aumento de custos, bem como restrições à geração de receitas, atuam negativamente no alcance desse objetivo, que cremos ser comum, de fortalecimento do sistema bancário, coração da economia".

Segundo a associação liderada por Faria de Oliveira, os bancos portugueses têm vindo a registar uma melhoria dos seus resultados mas devido, principalmente, à "atividade no estrangeiro, redução do ritmo de reconhecimento de imparidades e resultados de operações financeiras, sendo a recuperação registada na margem financeira, num contexto de taxas de juro historicamente baixas, ainda insuficiente".

Por isso, diz a associação que representa os bancos a operar em Portugal, quaisquer aumentos de custos são obstáculos a melhorar resultados e a tornar o sistema mais forte.

A APB refere também que rentabilidades pequenas ou mesmo negativas "comprometem a capacidade de criar capital de forma orgânica" e "dificultam a atração de investidores", de que os bancos portugueses poderão vir a necessitar.

A Associação sublinha que este é um comentário genérico sobre o documento apresentado a semana passada pelo Governo porque está "ainda a fazer a análise da proposta do Orçamento do Estado para 2016 e suas implicações no sector bancário".

De acordo com a proposta do Orçamento do Estado para 2016, os bancos vão pagar mais de contribuição extraordinária este ano, devido ao agravamento da taxa sobre a qual é calculado o valor a pagar e que passa ainda a incidir sobre os bancos estrangeiros com sucursais em Portugal.

A subida do imposto cobrado à banca deverá render, segundo o Governo, 50 milhões de euros em receitas adicionais.

Olhando para os valores arrecadados com esta contribuição sobre a banca em 2014 (os últimos oficiais), que ascenderam a 160 milhões de euros, e face ao aumento de 50 milhões de euros esperado pelo Governo, está em causa um agravamento de 30%.

A contribuição sobre o setor bancário foi uma medida extraordinária instituída pelo Executivo de José Sócrates em 2011, mas desde então todos os Governos a mantiveram e até aumentaram.

Esta taxa serve atualmente para financiar o Fundo de Resolução bancário, mas uma vez que este consolida nas contas públicas a arrecadação de um valor maior acaba por beneficiar o défice.

O agravamento da contribuição do setor bancário terá sido uma das medidas que o Governo tomou depois de a Comissão Europeia ter considerado que as medidas contidas no esboço orçamental não eram suficientes.

Lusa

  • Negócios do Fogo
    22:00
  • Direção da Raríssimas na Madeira demitiu-se em setembro
    1:58

    País

    Três representantes da Raríssimas na ilha da Madeira demitiram-se, em setembro, de costas voltas para a direção. A delegação da instituição na ilha começou em 2015 e fechou com as três demissões. Em entrevista à SIC, uma das antigas delegadas afirmou que todos os fundos angariados foram para a sede, em Lisboa, ficando depois sem dinheiro para pagar as despesas.

  • Deputado do PSD recusa vice-presidência da Raríssimas
    1:58

    País

    Nas reações políticas ao caso da Raríssimas, o PSD e CDS dizem que é preciso acionar todos os mecanismos legais apropriados para averiguar a situação. O deputado social-democrata, Ricardo Baptista Leite, que tinha sido convidado recentemente para vice-presidente da instituição, diz que já não há condições para tomar posse.

  • Turistas aproveitam nevão na Serra da Estrela
    1:23
  • Fortes nevões no norte da Europa
    0:59
  • Dezenas de feridos em protestos contra decisão de Trump em Israel
    1:55
  • A brincadeira de um youtuber que podia ter acabado mal

    Mundo

    Um jovem youtuber inglês enfiou a cabeça num saco de plástico, prendeu-a na parte interna de um microondas e encheu depois o eletrodoméstico com cimento. A brincadeira, que podia ter acabado de forma trágica, deixou o jovem completamente preso e obrigou à intervenção dos serviços de emergência.

    SIC

  • "Popeye" russo pode ter que amputar braços

    Mundo

    Um jovem russo injetou um óleo no corpo para conseguir ter músculos, mais propriamente nos seus braços, que já cresceram cerca de 25 centímetros. Contudo, segundo um médico, o procedimento pode levar à necessidade de amputação, deixando o jovem sem os membros.