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Mais de 40% das empresas privadas tiveram prejuízos em 2014

Cerca de 42,5% das empresas privadas em Portugal apresentaram em 2014 prejuízos e o rácio de crédito vencido rondava os 15,8%, o que ainda assim representa uma recuperação face ao ano anterior, divulgou hoje o BdP.

© Jose Manuel Ribeiro / Reuters

Segundo os indicadores económico-financeiros anuais sobre as empresas não financeiras privadas publicados pelo Banco de Portugal (BdP), "a percentagem de empresas afetadas diminuiu em todos os indicadores de risco em 2013 e em 2014, depois de ter aumentado nos dois anos anteriores, com exceção da percentagem de empresas com capital próprio negativo, que permaneceu constante".

Entre estes indicadores de risco, o BdP refere o rácio de crédito vencido, que "teve um crescimento mais acentuado a partir de 2011, atingindo 15,8% em 2014", do qual "cerca de 85% estava vencido há mais de um ano (63% em 2011).

Em 2014, 42,5% das empresas privadas registaram resultado líquido negativo, 35,5% EBITDA (resultados antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) negativo, 29,3% capital próprio negativo e 16,5% juros suportados superiores ao EBITDA.

O passivo das empresas com juros suportados superiores ao EBITDA representava 24,1% do passivo total das empresas privadas em 2014, o que traduz uma redução face ao máximo de 29,4% atingido em 2012, mas fica acima dos 21,2% de 2010.

O banco central destaca que o setor do alojamento e restauração apresentou as percentagens mais elevadas em todos os indicadores de risco (mais de metade teve resultado líquido e capital próprio negativo), enquanto o de transportes e armazenagem registou as percentagens mais reduzidas.

No que diz respeito aos indicadores de rendibilidade das empresas não financeiras privadas - analisada a partir do indicador de rendibilidade do capital próprio (resultado líquido do período/capital próprio) - aumentou em 2013 e em 2014 depois de, nos dois anos anteriores, ter registado valores próximos de zero.

"Ainda assim -- nota o BdP - em 2014 a rendibilidade destas empresas (3,1%) permaneceu inferior aos 10,1% registados em 2010", sendo a subida deste indicador "principalmente explicada pela recuperação observada nas pequenas e médias empresas (PME), contrariando a rendibilidade negativa obtida nos anos de 2011 e 2012".

De acordo com o BdP, se é um facto que as grandes empresas "apresentaram sistematicamente uma rendibilidade positiva e sempre superior à das PME", nos últimos dois anos, e sobretudo em 2014, é notória uma aproximação da rendibilidade destes dois segmentos.

Uma tendência que é justificada, "por um lado, pela continuação do incremento da rendibilidade das PME e, por outro lado, por operações não recorrentes verificadas no setor das telecomunicações, que tiveram impacto negativo na rendibilidade das grandes empresas".

Quanto às empresas exportadoras, apresentaram o nível de rendibilidade "mais estável", superando a rendibilidade do total das empresas privadas desde 2011.

Relativamente às fontes de financiamento, em 2014 o ativo das empresas privadas em Portugal era financiado em 30,7% por capital próprio (mais 0,4 pontos percentuais face a 2013), confirmando a recuperação iniciada em 2013, após as reduções de 2011 e 2012.

Já os empréstimos apresentaram uma evolução "sistematicamente contrária" à do capital próprio, representando 33,8% do ativo das empresas privadas em 2014 (menos 0,8 pontos percentuais do que em 2013), mas continuaram, ainda assim, a ser a principal fonte de financiamento das empresas em Portugal.

No final de 2014, os empréstimos contraídos junto das instituições de crédito residentes atingiram 79,4 mil milhões de euros, dos quais 10,4 mil milhões de euros apresentavam uma maturidade residual igual ou inferior a um ano.

As empresas privadas relacionavam-se então, em média, com duas instituições de crédito para concessão de empréstimos, mantendo-se este indicador "relativamente estável" ao longo do tempo e aumentou "de forma proporcional" à dimensão das empresas (1,7 instituições para as microempresas e 5,3 para as grandes empresas), enquanto as empresas privadas exportadoras se relacionavam em média com 3,4 instituições de crédito.

Lusa

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