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CDS acusa Governo de ter omitido eventual entrada de capital chinês na TAP

O CDS acusou hoje o Governo de ter omitido aos portugueses e ao parlamento a eventual entrada de capital chinês na TAP, e acusou o PCP e o BE de darem "cobertura" aos atos do executivo.

"Não está em causa o facto de o possível investidor ser chinês. Não está em causa a companhia em questão, que tem dimensão. Está em causa que o Governo foi duas vezes ao parlamento e fez várias cerimónias públicas em que omitiu absolutamente este facto e escondeu infantilmente esta cláusula. Este Governo acha que pode enganar o parlamento e os seus sócios, o BE e o PCP, dão cobertura", afirmou fonte da direção do CDS à agência Lusa.

As reações do CDS surgem um dia depois de o semanário Expresso ter noticiado na sua edição de sábado que o "Governo deixa entrar chineses no capital da TAP", sublinhando que o executivo de António Costa "assinou cláusula" para a HNA ter 10 por cento da empresa.

O CDS assinalou ainda que, da mesma forma que o Governo, "em três meses, não disse a verdade sobre os exames do ensino básico e secundário e os impostos", também "não disse a verdade ao parlamento sobre as cláusulas escondidas do negócio da TAP".

"Para quem falava tanto em qualidade da democracia estamos conversados", rematou a mesma fonte.

No âmbito do acordo alcançado entre o Governo e o consórcio Gateway, o Estado vai pagar 1,9 milhões de euros para ficar com 50% da empresa (em vez de 34%), enquanto o consórcio privado vai passar de 61% do capital da companhia para 45%, podendo chegar aos 50%, com a aquisição do capital à disposição dos trabalhadores.

O Estado passa ainda a nomear o presidente do conselho de administração da companhia aérea, composto por 12 elementos - seis escolhidos pelo Estado e seis pelo consórcio privado. Já a comissão executiva, liderada por Fernando Pinto, terá três membros, nomeados pelos acionistas privados.

Lusa

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