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Petróleo está tão barato que já nem os piratas o querem roubar

Os preços baixos do petróleo estão a diminuir o número de atos de pirataria em alto mar, já que deixou de ser rentável correr tantos riscos, considerou a secretária executiva da Comissão do Golfo da Guiné.

© Tim Wimborne / Reuters

"Com o preço do petróleo em níveis historicamente baixos, valendo menos de 30 dólares por barril, a pirataria já não é um negócio tão rentável como era quando os preços estavam nos 106 dólares, há alguns anos", afirmou a secretária executiva da Comissão do Golfo da Guiné, Adenike Ukonga.

Em entrevista à Bloomberg, a responsável especificou que "a queda do preço contribuiu imenso para reduzir a pirataria e outros crimes marítimos no Golfo da Guiné", mas acrescentou que as nações desta região devem continuar a trabalhar para melhorar a coordenação de segurança.

O número de ataques aos navios que transportam petróleo ainda por refinar caiu mais de 30% no ano passado, segundo um relatório divulgado no mês passado pela consultora britânica Dryad Maritime, no qual considerava provável que os ataques voltassem a aumentar quando o preço subisse novamente.

De acordo com o site noticioso Quartz, que cita um relatório da ONG norte-americana 'Oceans Beyond Piracy', a tendência de descida dos atos de pirataria nesta região da costa de África já tinha começado a descer ainda antes de os preços do petróleo caírem para os níveis a que estavam na sequência dos ataques às Twin Towers, em Nova Iorque, em 2001.

Em 2013, houve cerca de uma centena de ataques na região, dos quais 56 tiveram sucesso, e no ano seguinte o número desceu para 67, dos quais 26 conseguiram o objetivo de roubar efetivamente crude, mas estas são estimativas por baixo, uma vez que esta própria ONG estima que cerca de 70% dos ataques não sejam registados.

Apesar de não haver ainda dados finais, a Dryad Maritime estima que em 2015 o número de ataques não tenha chegado às cinco dezenas.

Lusa

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