sicnot

Perfil

Economia

Moody's corta rating do Brasil para lixo

A agência de notação financeira Moody's desceu hoje a avaliação do crédito soberano do Brasil para abaixo do nível de investimento, lixo como é tradicionalmente conhecido, descendo também a perspetiva de evolução, que passa a negativa. A Moody's justificou com a probabilidade de a dívida pública subir e a dinâmica política desafiante.

© Eduardo Munoz / Reuters

A ação da Moody's segue-se a ações semelhantes já feitas pela Standard & Poor's e Fitch, o que torna o custo do financiamento, não só do país, mas também das empresas, automaticamente mais caro.

De acordo com uma nota de uma das três maiores agências de rating do mundo, o Brasil viu hoje o seu crédito soberano cortado para Ba2, abaixo do nível de recomendação de investimento, e a perspetiva de evolução é negativa, o que significa que o rating pode ser ainda mais cortado nos próximos 12 a 18 meses.

Dívida pública e dinâmica política explicam descida do rating do Brasil

A agência de notação financeira Moody's disse hoje que a probabilidade de a dívida pública subir para 80% do PIb até 2019 e a dinâmica política desafiante foram os dois principais motivos para descer o rating para 'lixo'.

"A revisão em baixa foi motivada pela perspetiva de uma deterioração adicional nas métricas de dívida do Brasil num ambiente de baixo crescimento, com a dívida pública a exceder provavelmente os 80% do PIB nos próximos três anos, e a dinâmica política desafiante, que vai continuar a complicar os esforços de consolidação orçamental das autoridades e a adiar as reformas estruturais", escreve a agência de 'rating'.

No documento hoje colocado no site, e que explica a revisão em baixa da avaliação da qualidade de crédito soberano do país, para Ba2, abaixo do nível de recomendação de investimento, conhecido tradicionalmente como 'lixo', a Moody's acrescenta que a Perspetiva de Evolução Negativa reflete a análise segundo a qual "os riscos estão do lado de uma recuperação e consolidação orçamental mais lentas, ou de mais choques, o que cria incerteza sobre a magnitude da deterioração do perfil de crédito do Brasil durante o período desta análise".

A Moody's lembra que desde agosto de 2015, quando desceu a avaliação para Baa3 - o último nível antes de 'lixo' -, "as métricas de crédito têm continuado a deteriorar-se", e acrescenta que "essa deterioração é provável que continue nos próximos três anos, dada a escala do choque na economia brasileira, a falta de progresso do Governo em atingir os objetivos orçamentais e económicos e a dinâmica política expectável durante esse período".

Para os analistas desta agência de notação financeira, "a revisão em baixa do 'rating' para Ba2 revela essa deterioração em curso, ao passo que a Perspetiva de Evolução Negativa contempla os riscos de uma deterioração acrescida do perfil de crédito do Brasil que surge dos choques macroeconómicos, disfunção política mais profunda e a necessidade de apoiar as entidades públicas".

Lusa

  • Primeiro-ministro admite que retatório sobre Tancos possa ser "fabricado"
    2:06

    País

    O primeiro-ministro garante que o relatório divulgado pelo Expresso sobre o desaparecimento de armas em Tancos não é de nenhum organismo oficial e admite até que possa ser fabricado. Costa critica ainda o líder do PSD por ter comentado uma notícia que não confirmou. As Forças Armadas também negaram a existência de qualquer relatório sobre Tancos que o jornal reafirma existir e ser verdadeiro.

  • Maratona da democracia em Barcelona
    1:18

    Mundo

    Na Catalunha, milhares de pessoas alimentam o braço de ferro com Madrid. Em Barcelona decorre a maratona pela democracia, na Praça da Universidade. A iniciativa repete-se noutros 300 municípios da região.

  • Atrás das Câmaras em Pedrógão Grande
    3:37
    Atrás das Câmaras

    Atrás das Câmaras

    DIARIAMENTE NA SIC E SIC NOTÍCIAS

    A carrinha do "Atrás das Câmaras" continua pelo país a mostrar aquilo que alguns políticos ignoram. Este sábado a equipa da SIC esteve em Pedrógão Grande, 99 dias após o incêndio que fez 64 mortos e 200 feridos.

  • Morreu Charles Bradley, uma das lendas do soul

    Cultura

    O cantor Charles Bradley morreu este sábado aos 68 anos. O músico norte-americano foi diagnosticado com cancro no ano passado. A notícia da morte foi confirmada na página oficial do cantor no Facebook.