sicnot

Perfil

Economia

Mercedes prefere pessoas a robôs nas linhas de montagem

Uma surpreendente vitória dos seres humanos sobre as máquinas: a Mercedes Benz anunciou que vai despedir os robôs das linhas de montagem a favor das pessoas, que têm maior flexibilidade no trabalho.

© Kai Pfaffenbach / Reuters

"Os robôs não sabem lidar com os vários níveis de individualização e com as variáveis que hoje em dia temos", explicou o responsável de produção Markus Schaefer à Bloomberg. "Assim poupamos dinheiro e salvaguardamos o futuro ao empregar mais pessoas".

As primeiras notas de despedimento de robôs serão entregues na fábrica alemã de Sindelfingen, a maior do construtor de carros de luxo, onde são fabricados 400 mil carros por ano.

Tal como outros fabricantes de automóveis, a Mercedes tem aumentado o leque de opções que podem dar forma a um carro e os robôs não conseguem trabalhar com tantas variáveis, afirmou o responsável.

A empresa prevê introduzir 30 novos modelos nos próximos quatro anos e isto significa um elevado grau de personalização no processo de fabrico de cada carro. Acrescente-se o facto de cada comprador escolher os pormenores do seu carro - desde a tecnologia à cor dos estofos - variáveis com que os seres humanos lidam mais facilmente.

De qualquer forma, as linhas de montagem não prescindirão de todos os robôs, salientou Schaefer, pessoas e máquinas trabalharão lado a lado. Outra vantagem dos seres humanos que trabalham e recebem ordenado: compram carros.

  • Hasta pública de madeira ardida rendeu 2,85 milhões de euros

    País

    Mais de meia centena de lotes de madeira ardida proveniente de matas nacionais e perímetros florestais geridos pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) foram esta quinta-feira vendidos por 2,85 milhões de euros, numa hasta pública em Viseu.

  • Manifestações de apoio aos pais de Alfie impedidos de o levar para Itália
    3:03

    Mundo

    A justiça britânica rejeitou um novo recurso dos pais do bebé Alfie, que está em estado semivegetativo. O objetivo era levar o menino para Itália, para ser assistido numa unidade pediátrica no Vaticano. Os pais não querem que as máquinas sejam desligadas, mas os médicos defendem que os tratamentos são inúteis.