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Jerónimo de Sousa defende aumento das reformas em pelo menos 10 euros

O secretário-geral do PCP defendeu hoje que as reformas deveriam ter um aumento de, pelo menos, 10 euros em 2016, estimando em "centenas de milhões de euros" o impacto da medida no orçamento da Segurança Social.

M\303\201RIO CRUZ

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Em entrevista à Sic Notícias, Jerónimo de Sousa admitiu que o aumento das reformas constitui "talvez o embate mais difícil" na negociação das alterações à proposta de Orçamento de Estado para 2016 com o Governo do PS.

Apesar de defender o aumento em, pelo menos, 10 euros de todas as reformas, o líder comunista não fez depender a viabilização do orçamento da aceitação da medida pelo executivo socialista.

"Todas as reformas deveriam ter, pelo menos, um aumento de 10 euros, ainda assim claramente insuficiente, mas para dar esse sinal de que é possível dignificar as pensões e as reformas", sustentou.

Jerónimo de Sousa estimou em "centenas de milhões de euros" o impacto desse aumento no orçamento da Segurança Social, admitindo que este montante poderia ser compensado com outras medidas.

Na entrevista, o secretário-geral comunista abriu a porta ao voto favorável do seu partido na votação final global da proposta de Orçamento de Estado para 2016, mas nunca o disse explicitamente.

"A possibilidade de passar o Orçamento de Estado é real", avançou Jerónimo de Sousa, embora advertindo que "não há ainda nenhuma decisão do PCP".

Quanto ao governo do PS, o líder comunista considerou que "não rompe com a política de direita" mas, simultaneamente, dá "sinais claros da recuperação de direitos" e "devolve a esperança aos trabalhadores e ao povo português".

"A História dirá se estamos a fazer história", comentou Jerónimo de Sousa, quando questionado sobre a novidade de o PCP votar favoravelmente uma proposta orçamental.

Lusa

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