sicnot

Perfil

Economia

Marcha lenta de tratores de produtores de leite e de carne ruma ao Porto

GALERIA DE FOTOS

Largas dezenas de tratores partiram cerca das 11:00 de Vilar, Vila do Conde, numa marcha lenta em direção a Matosinhos, Porto, exigindo medidas para proteger a produção nacional de leite e de carne.

ESTELA SILVA

ESTELA SILVA

ESTELA SILVA

ESTELA SILVA

ESTELA SILVA

Organizada pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e pela Associação Portuguesa de Produtores de Leite e Carne (APPLC), em conjunto com outras organizações da lavoura, a iniciativa promete ser "a maior alguma vez realizada pelo setor em Portugal" e prevê ainda protestos junto a dois hipermercados.

O objetivo é "assinalar reclamações específicas perante as práticas comerciais abusivas" de que os produtores acusam as grandes superfícies comerciais e que, garantem, "têm contribuído para a grave crise que arrasa a pecuária nacional", nomeadamente os produtores de leite e carne.

Em declarações à agencia Lusa, o produtor de leite Francisco Cunha disse que só não abandonou ainda a atividade porque não quer "destruir o trabalho que vem do tempo" dos seus avós.

Detentor de uma "exploração média", de 25 hectares, em Vila do Conde, que produz anualmente cerca de um milhão de litros de leite, Francisco Cunha critica "as restrições do mercado" e o baixo preço que é pago à produção por cada litro de leite.

"Por qualquer cêntimo, a grande distribuição decide importar produtos de fora" lamentou o agricultor, afirmando que anualmente Portugal compra ao estrangeiro cerca de 500 milhões de euros de produtos lácteos.

Para Francisco Cunha, que desde 2001, assumiu o controlo da exploração familiar, defende que "indústria e distribuição deviam sentar-se à mesma mesa e distribuir as margens mais corretamente".

"Têm que começar a trabalhar para o bem do [setor] do leite que é um produto essencial", afirmou, apelando ao Governo que "olhe para esta atividade e bata o pé na Comissão Europeia para exigir novos meios para regularizar o mercado e para o produto ser mais bem pago".

As largas dezenas de tratores estão a percorrer a EN 13, em direção ao Porto, numa fila de vários quilómetros, que está a condicionar a circulação rodoviária.

Todos os tratores ostentam a bandeira portuguesa e têm afixados cartazes de protesto com mensagens como "Temos um défice de 200 milhões de euros em produtos lácteos. Porquê?", "O Governo não pode ignorar a nossa situação", "Obrigado a todos os que bebem leite nacional" e "Compre, prefira e exija português".

Ao longo do percurso é visível a presença de vários elementos e viaturas das autoridades policiais.

Os manifestantes dirigem-se à Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, em Matosinhos, e pretendem levar ainda o protesto junto a dois hipermercados da zona.

A manifestação dos produtores de leite e carne coincide com a deslocação do ministro da Agricultura, Capoulas Santos, a Bruxelas para participar numa reunião dos ministros da Agricultura da União Europeia, que voltará a ter em cima da mesa o tema do leite e da carne suína, e segue-se a uma manifestação de suinicultores em Lisboa, na sexta-feira passada.

Lusa

  • Marine devolve bandeira do Japão 73 anos depois 
    2:13

    Mundo

    Setenta e três anos depois da batalha mais sangrenta do Pacífico, um veterano dos Estados Unidos cumpriu uma promessa pessoal. Marvin Strombo devolveu à família a bandeira da sorte de um soldado japonês, morto em 1944, em Saipan, na II Guerra Mundial. 

  • Autoridades usam elefantes para resgatar pessoas das cheias na Ásia
    1:31

    Mundo

    Mais de 215 pessoas morreram nas inundações que estão a devastar o centro da Ásia, e estima-se que três milhões tiveram de abandonar as casas. As autoridades estão a usar elefantes para resgatar locais e turistas das zonas mais afetadas e avisam que há dezenas de pessoas desaparecidas.