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Trabalhadores da TST em greve para analisar situação da empresa

Trabalhadores da Transportes Sul do Tejo (TST) vão realizar hoje uma greve de 24 horas e um plenário para discutir a situação da empresa, que dizem estar a causar o seu empobrecimento.

João Saúde espera que o plenário seja muito participado.

João Saúde espera que o plenário seja muito participado.

(Arquivo SIC)

"Os trabalhadores vão realizar um plenário na manhã de terça-feira no Laranjeiro, em Almada. Avançámos com um pré-aviso de greve entre as 03:00 de dia 15 e as 03:00 de dia 16 de março, de modo a permitir que todos os trabalhadores possam estar presentes no plenário", explicou ontem João Saúde, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).

A rodoviária Transportes Sul do Tejo desenvolve a sua atividade na península de Setúbal e serve os concelhos de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal, incluindo ligações a Lisboa.

O sindicalista referiu que a empresa decidiu encerrar o processo de negociação coletiva, com uma atualização salarial de 1%, e explicou que os trabalhadores "estão a seguir a passos largos rumo ao salário mínimo".

"Foram três reuniões e não houve negociação nenhuma, avançaram com um ato de gestão de 1%. Os trabalhadores dos TST trabalham todos os dias e estão a empobrecer", explicou.

João Saúde espera que o plenário seja muito participado e reconhece que isso provocará "fortes perturbações na circulação".

"Esta não é ainda uma forma de luta, mas sim uma forma de saber o que os trabalhadores querem fazer", referiu.

O sindicalista explicou ainda que também os utentes estão a ser afetados, já que as tarifas "estão cada vez mais caras e o serviço pior".

"As pessoas sabem que muitos dos horários previstos ficam por cumprir. Existem muitos autocarros imobilizados nas oficinas, pois a empresa tem uma elevada taxa de imobilização, e isso traduz-se na redução de oferta. As pessoas estão na paragem e não sabem se o autocarro vai passar", salientou.

Fonte oficial da empresa TST confirmou à Lusa a receção do aviso-prévio de greve por parte da Fectrans para o dia 15 de março e explicou que vai fazer os "ajustes necessários" para que os clientes sejam o menos afetados possível.

"Quanto ao processo de negociação salarial, foi aplicada uma atualização salarial de 1%, valor este acima da taxa de inflação esperada, com efeito a partir de 01 de janeiro deste ano. Um enorme esforço financeiro que a TST fará, de forma a manter os postos de trabalho dos seus colaboradores", referiu.

Segundo a mesma fonte, a empresa tem vindo a perder clientes, consecutivamente, nos últimos cinco anos, apresentando no último ano um resultado líquido negativo.

"Relativamente aos serviços prestados, a TST está em constante monitorização dos seus serviços, através da afetação de mais meios e da reorganização de carreiras, de forma melhorar a sua oferta", concluiu.

Lusa

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