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António Costa diz que começou novo ciclo político

O primeiro-ministro, António Costa, disse este sábado que começou um novo ciclo político para os próximos quatro anos e que é hora de olhar para o essencial, ou seja, responder aos "bloqueios estruturais" de Portugal.

© Rafael Marchante / Reuters

"Com a aprovação esta semana do Orçamento de Estado (OE) e com a entrada em funções do novo Presidente da República, concluímos e encerramos um primeiro ciclo político da maior importância", declarou António Costa hoje no Porto, durante a cerimónia inaugural das novas instalações da Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC).

O primeiro-ministro afirmou que era o tempo de olhar para aquilo que é essencial, porque agora Portugal tem os "órgãos de soberania, plenamente instalados e em funções", com a "estabilidade política do país assegurada para os próximos quatro anos".

António Costa defendeu que era o Governo quem tinha de "construir as pontes necessária" para haver a "indispensável concertação social" e para que seja possível a mobilização das ações de Governo aos diversos níveis, designadamente "mobilizar a sociedade civil em torno dos grandes desafios".

Um dos setores que António Costa considera essencial é o da construção civil e informou que no próximo dia 4 de abril vai ser lançado um "conjunto de instrumentos de política centrada na regeneração urbana e na reabilitação.

"É uma dinâmica fundamental, porque é uma política que simultaneamente responde à necessidade que temos de relançar um setor essencial para a nossa economia (...) e dos poucos capazes de absorver, de um modo sustentável, o desemprego de longa duração".

O primeiro-ministro reconhecia, na terça-feira passada, dia 15, que o OE para 2016 era "particularmente ambicioso", mas que abria caminho à superação de "bloqueios estruturais" do país já identificados por instituições como a Comissão Europeia.

O chefe do Executivo desafiou hoje, no Porto, os associados da Ordem dos Contabilistas Certificados a trabalhar em conjunto com o Governo para se criar um Estado "mais eficiente" e ter empresas mais transparentes e com menos carga burocrática.

Lusa

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