sicnot

Perfil

Economia

Portugal coloca 1000 milhões de euros em dívida a juros mais baixos

Portugal colocou hoje 1.007 milhões de euros, acima do montante indicativo, em Obrigações do Tesouro com maturidades de cinco e 14 anos, tendo no prazo mais curto registado taxas de juro mais baixas.

(Arquivo)

(Arquivo)

SIC

Segundo a página da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública na Bloomberg, foram colocados 504 milhões de euros em Obrigações do Tesouro a cinco anos a uma taxa de juro média de 1,84%, mais baixa do que a de 2,03% do anterior leilão de 09 de março.

A procura atingiu 889 milhões de euros, 1,76 vezes o montante colocado. No último leilão de OT comparável a cinco anos, que ocorreu a 09 de março, o IGCP colocou 594 milhões de euros a uma taxa de juro média de 2,03%.

Os restantes 503 milhões de euros foram colocados em OT a 14 anos a uma taxa de juro média de 3,362%, superior à taxa média, de 3,13%, verificada no leilão de OT a 10 anos, também de 09 de março, mas inferior à de 5,377% de uma emissão de OT a 13 anos de 28 de julho de 2010.

É preciso recuar a 2010 para encontrar um leilão de OT com maturidade próxima dos 14 anos. A 28 de julho desse ano, Portugal colocou 681 milhões de euros em OT com maturidade em outubro de 2023 (13 anos), a uma taxa de juro média de 5,377%.

Mais recentemente, o IGCP tem optado por realizar leilões de OT a 10 anos - e no último com esta maturidade, que ocorreu também a 09 de março, conseguiu colocar 621 milhões de euros a uma taxa de juro de 3,13% - ou com maturidades superiores, com destaque para uma emissão a 22 anos, que ocorreu em outubro do ano passado.

Nesse leilão, Portugal colocou 350 milhões de euros a uma taxa de juro 3,23%.

O total de propostas dos investidores para OT a 14 anos cifrou-se em 810 milhões de euros, 1,61 vezes o montante colocado.

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública anunciou que esta emissão de Obrigações do Tesouro com vencimentos em 15 de abril de 2021 e em 15 de fevereiro de 2030, teria um montante indicativo global de entre 750 milhões e 1.000 milhões de euros.

Segundo Filipe Silva, diretor da gestão de ativos do Banco Carregosa, "as taxas saíram em linha com o que está a ser feito no mercado secundário, portanto não houve surpresas".

Filipe Silva sublinhou ainda que no leilão de dívida a cinco anos, a taxa desceu face à da emissão anterior e que no leilão de 14 anos não há uma referência comparável, mas que a taxa não anda muito distante da taxa a 10 anos que está nos 2,82%.

"Toda a curva da dívida portuguesa tem vindo a descer nas últimas semanas, graças à rede de suporte que o Banco Central Europeu tem sido", afirmou, adiantando que "o mais importante a salientar nesta emissão é que é com dívida de longo prazo que Portugal baixa o custo médio do seu financiamento".

Em relação à procura, Filipe Silva considerou que esta "rondou os níveis médios", mostrando que "os investidores continuam interessados em comprar dívida pública, mesmo nas maturidades mais longas que vão para lá do prazo do plano de estímulos do BCE, ou seja, acreditam que mesmo quando esse plano acabar, o BCE não deixará cair a dívida soberana europeia."

Lusa

  • Passos explica porque se sentiu irritado com Costa
    0:42

    Economia

    Depois das imagens em que surgiu visivelmente irritado com António Costa, no último debate quinzenal, Passos Coelho veio agora explicar porquê. Na discussão com o primeiro-ministro, o líder do PSD não gostou que Costa tivesse insinuado que a fuga de 10 mil milhões de euros para offshores tenha ocorrido por inação do Governo anterior.

  • Ferro Rodrigues desvaloriza críticas do CDS
    3:24

    Caso CGD

    Marcelo Rebelo de Sousa fez questão de receber em público Ferro Rodrigues antes de um almoço com o Presidente da Assembleia da República. O Presidente também recebeu a representante do CDS-PP, Assunção Cristas, que foi apresentar queixa de Ferro Rodrigues e da maioria de esqueda em relação à comissão de inquérito da Caixa Geral de Depósitos. Ferro Rodrigues desvalorizou as críticas de que foi alvo.

  • Regime de Pyongyang nega envolvimento na morte de Kim Jong-nam 
    1:53

    Mundo

    A polícia da Malásia diz que o irmão do líder da Coreia do Norte foi morto com uma arma química. Os investigadores encontraram vestígios de gás VX no corpo de Kim Jong-nam, um gás letal proibido pelas convenções internacionais. O Governo da Coreia do Sul pediu esta sexta-feira ao regime de Pyongyang que admita que está por detrás da morte de Kim Jong-nam mas o mesmo já veio negar o envolvimento no assassinato.