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CGTP elogia reposição dos feriados mas exige 25 dias úteis de férias

A CGTP considerou hoje que a reposição dos quatro feriados, eliminados em 2012, é uma "medida de justiça social", mas voltou a exigir a restituição dos 25 dias úteis de férias e a revogação das leis laborais recentes.

Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP.

Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP.

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Em comunicado hoje emitido, a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - CGTP afirma que a reposição dos feriados já este ano "é o resultado prático da luta desenvolvida pelos trabalhadores e trabalhadoras nos últimos anos" e "vem demonstrar que os compromissos eleitorais podem e devem ser cumpridos".

Para a CGTP, esta decisão "contrasta com situações anteriores de promessas eleitorais que rapidamente não só foram esquecidas como traídas após a chegada de alguns desses partidos ao Governo".

O primeiro-ministro assinalou hoje o reposição dos quatro feriados nacionais que foram suspensos em 2012, no âmbito do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal (PAEF): dois feriados civis (5 de Outubro e 1.º de Dezembro) e dois religiosos (Corpo de Deus e Todos dos Santos).

A CGTP defende que estes feriados agora repostos "têm um significado histórico, político e/ou religioso por serem datas marcantes do país, da nossa identidade, cultura e valores históricos", os quais "não devem ser espezinhados pelo mero cálculo económico-financeiro".

"A recuperação dos feriados vem mostrar, mais uma vez, que não há inevitabilidades e que vale a pena continuar a lutar pela valorização do trabalho e a dignificação dos trabalhadores, indissociáveis de uma efetiva mudança de política", afirma a central sindical.

No entanto, a CGTP voltou a referir outras exigências que continuam a estar na lista das reivindicações da central sindical, recordando "a importância da restituição dos 25 dias de férias e a revogação das alterações da legislação laboral ocorridas nos últimos anos".

Para a CGTP, estas alterações laborais "eliminaram ou enfraqueceram direitos individuais e coletivos dos trabalhadores" e, por isso, "a correção dessas injustiças impõe-se com igual força e o quanto antes".

Lusa

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