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CTT em greve para exigir aumentos salariais

Os trabalhadores dos correios iniciaram hoje uma greve de 24 horas, convocada para exigir aumentos salariais, por um dos principais sindicatos do setor, que diz que há grande adesão, embora a empresa desvalorize.

© Hugo Correia / Reuters

A greve começou às 00:00 e a maioria dos trabalhadores da noite nos CTT de Cabo Ruivo, em Lisboa, aderiu, disse no local um sindicalista à Lusa.

No centro de tratamento e logística de Cabo Ruivo, um piquete de greve juntou alguns trabalhadores e sindicalistas, um deles o secretário-geral da central CGTP, Arménio Carlos, que foi manifestar solidariedade.

Porém, a saída de camiões conduzidos por trabalhadores que não aderiram à greve decorreu com normalidade, como verificou a Lusa no local.

O representante do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações, Vitor Narciso, explicou à Lusa que a greve se deve à proposta "irrisória" de aumentos, feita pela administração, que esta organização recusa, embora tenha sido aceite pelos restantes dez sindicatos representantes de trabalhadores dos CTT.

"Estivemos desde 2010 sem aumentos, no ano passado tivemos uma espécie de aumento e este ano pensávamos - e pensamos -, que íamos recuperar algum poder de compra perdido", explicou.

E acrescentou depois: "A empresa disse que não estava disponível para aumentos e, depois, apresentou uma proposta de 1,3 por cento e, estranhamente, os outros sindicatos aceitaram. Não podemos aceitar e daí a greve de hoje. E não só, porque a luta vai continuar e não está posta de parte voltar a haver nova greve em abril".

O sindicalista estranhou a relutância da empresa em dar um maior aumento, já que os CTT são uma empresa "altamente lucrativa", que dá "milhões de euros de lucro", e reserva para prémios muito mais do que para os "aumentos de miséria".

"Os trabalhadores não vivem de prémios", disse.

Vitor Narciso prevê, para hoje, uma "boa greve" na parte da distribuição e nas centrais de tratamento, e menos boa nos balcões.

Ao contrário, o diretor de recursos humanos dos CTT, António Marques, prevê que a greve não se faça sentir junto da população. Também à Lusa explicou que, na sexta-feira, a empresa se preparou para minimizar os efeitos da greve, fazendo "avanços aos centros de distribuição postal".

"A nossa expectativa é que a greve não se faça sentir, ou se faça sentir muito pouco", disse, acrescentando que espera hoje que todas as lojas estejam abertas. O responsável explicou também que será dada prioridade à distribuição de correio "de caráter social", como vales de correio, assim como a outro "correio prioritário".

"Mas a maioria dos nossos clientes e a população em geral não sentirá os efeitos da greve", disse.

Na primeira hora, em Cabo Ruivo, por onde passam milhões de cartas diariamente, a expectativa dos sindicalistas era de uma grande adesão.

À Lusa, Arménio Carlos disse que é fundamental para o desenvolvimento da economia que haja uma "mais justa distribuição da riqueza", com um aumento de salários, algo que a empresa pode fazer, em vez de "uma proposta que não valoriza a imagem" dos CTT.

"Esta empresa tem condições objetivas para evoluir na proposta [salarial] como tem de dar exemplo de combate ao que tem a ver com desigualdades na grelhas salariais", disse o responsável, salientando que a valorização salarial não passa por prémio mas por atualização do valor dos salários.

"Valores como os que a empresa apresenta não correspondem às capacidades que empresa tem para fazer aumento geral dos salários ajustados. A-administração que diz que não tem mais dinheiro para trabalhadores e retira largos dividendos da gestão que está a fazer", disse.

O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações é o mais representativo dos trabalhadores da empresa. Alguns desses trabalhadores estão esta noite junto do local de saída de camiões e a avaliar a adesão no arranque da greve.

E porque está frio, não falta uma fogueira, com direito a febras e copos de vinho ou de sumo.

Lusa

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