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Banco de Portugal piora previsões de crescimento da economia

Banco de Portugal piora previsões de crescimento da economia

A economia portuguesa deve crescer este ano menos do que estava previsto. Pelas novas contas do Banco de Portugal, o consumo das famílias não deve chegar para compensar a quebra no ritmo do investimento e das exportações.

Na nota sobre as projeções para a economia portuguesa 2016-2018 publicada hoje, com informação até 17 de março, incluindo, assim, o Orçamento do Estado para 2016 (OE2016), o banco central estima agora que o Produto Interno Bruto (PIB) avance 1,5% este ano, 1,7% em 2017 e 1,6% em 2018.

No Boletim Económico divulgado em dezembro, o BdP previa um crescimento económico de 1,7% este ano e de 1,8% em 2017, admitindo um "grau de incerteza particularmente elevado" na projeção devido à inexistência do OE2016 na altura.

Assim, a instituição liderada por Carlos Costa mostra-se mais pessimista do que o Governo e os credores internacionais, uma vez que o executivo espera que a economia portuguesa cresça 1,8% este ano, a Comissão Europeia prevê um avanço de 1,6% do PIB e o Fundo Monetário Internacional (FMI) de 1,5%, embora não considerem ainda a versão final do OE2016.

O Banco de Portugal justifica a estimativa de um crescimento de 1,5% para este ano -- que, a confirmar-se, será semelhante ao de 2015 -- com o "quadro de deterioração do enquadramento internacional, de desaceleração do investimento empresarial e de resiliência do consumo privado corrente".

Segundo o BdP, a economia portuguesa deverá acelerar para 1,7% em 2017, devido ao "dinamismo do investimento e das exportações", e abrandar para 1,6% em 2018, traduzindo "a manutenção de constrangimentos estruturais sobre o crescimento potencial da economia portuguesa, com destaque para o elevado endividamento dos setores privado e público".

O Banco de Portugal mantém a estimativa do contributo da procura interna para o crescimento do PIB em 2016, em 0,9 pontos percentuais, e reduz o contributo das exportações para 0,6 pontos percentuais (quando em dezembro este contributo era de 0,8).

Portugal deverá fechar 2016 com contas externas positivas de 2,9% do PIB, sendo que o BdP reviu em alta a previsão do saldo da balança corrente e de capital para este ano em 0,4 pontos percentuais face a dezembro.

Por outro lado, o BdP reviu em baixa a estimativa para o índice harmonizado de preços no consumidor, de 1,1% para 0,5% este ano e de 1,6% para 1,4% em 2017.

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