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Maria Luís considera que o caso "Arrow Global" está encerrado

A ex-ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque afirmou hoje que o assunto relacionado com a sua empregadora Arrow Global "está encerrado" e que "de maneira nenhuma" a sua posição no partido saiu fragilizada.

Maria Luís Albuquerque, ex-ministra das Finanças.

Maria Luís Albuquerque, ex-ministra das Finanças.

© Rafael Marchante / Reuters

"Eu diria que o assunto está encerrado", afirmou Maria Luís Albuquerque à entrada para o 36.ª Congresso do PSD que decorre em Espinho.

A ex-ministra das Finanças e deputada eleita pelo círculo de Setúbal vai hoje subir ao palco do Congresso para apresentar a proposta temática "Afirmar Setúbal", imediatamente a seguir à intervenção do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, disse à Lusa fonte social-democrata.

A antiga governante foi contratada pelo grupo britânico de gestão de créditos Arrow Global, gerando críticas de violação do estatuto dos deputados e do regime de incompatibilidades de titulares de altos cargos públicos devido às ligações do novo empregador ao agora privatizado Banif.

A deputada assinalou aos jornalistas que "este assunto foi colocado no debate público pela coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) dizendo que era tema para a comissão de inquérito".

"Jorge Tomé [ex-presidente executivo do Banif] esteve lá e o Bloco não lhe perguntou nada", frisou.

Questionada se a sua posição saiu fragilizada com as notícias sobre a sua nova situação profissional, Maria Luís Albuquerque respondeu: "de maneira nenhuma".

A subcomissão de ética da Comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias reuniu-se na quinta-feira, à porta fechada e numa das salas mais reservadas do parlamento, para ouvir a antiga governante sobre a sua nova situação profissional e a própria, que não prestou declarações à comunicação social, informou os seus pares de mais empresas do conglomerado de gestão de créditos.

Também na quinta-feira, o PS entregou no parlamento um projeto que impede titulares de cargos políticos de exercerem funções em áreas que antes tutelaram e impossibilita deputados de prestarem serviços a empresas, sociedades de crédito, seguradoras e financeiras.

A Espinho chegou também o comissário europeu Carlos Moedas, ex-secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, que declarou aos jornalistas à chegada: "Como militante de base aqui estou para ouvir o líder do PSD, que é uma pessoa que eu admiro imenso".

"O PSD é um grande partido. Ganhámos as eleições e estamos aqui. O líder do partido é um grande homem, que conseguiu realmente tirar o país de uma situação muito difícil", elogiou.

Carlos Moedas defendeu que o PSD "é um partido que sabe estar na oposição" e considerou que "as críticas são bem-vindas e são para ser ouvidas pelos partidos, e é isso que um Congresso faz, é ouvir críticas, falar, discutir ideias para o futuro".

Lusa

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