sicnot

Perfil

Economia

Uber assegura que cumpre "todas as obrigações fiscais"

O serviço de transporte privado Uber assegurou hoje que cumpre "com todas as suas obrigações fiscais" exigidas pelo Estado português e que só estabelece parcerias com operadores licenciados por institutos do Governo.

"Em Portugal, a Uber estabelece parcerias apenas com operadores licenciados por institutos do Governo Português e, de acordo com a lei portuguesa, a Uber e os seus parceiros cumprem com todas as suas obrigações fiscais", lê-se numa nota enviada à agência Lusa.

A Uber divulgou esta posição depois de a Antral -Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros e a FPT - Federação Portuguesa do Táxi a terem acusado de operar ilegalmente em Portugal.

"A Uber não tem seguro de transporte de pessoas. Fazem um transporte clandestino. Se algum dia houver um problema grave, os seguros não pagam. Alguns funcionários têm segurança social, outros não. O Governo tem de colocar legalidade em todo este sistema", disse Florêncio Almeida, presidente da Antral, em conferência de imprensa, acrescentando que a Uber "não paga impostos a ninguém".

Na nota, a Uber afirma ainda que todas as viagens feitas através deste serviço "dão lugar à emissão de fatura eletrónica onde é discriminado o valor do IVA, e que todas as viagens pedidas na plataforma da Uber estão cobertas por exigentes seguros comerciais para transporte de passageiros."

A Uber diz que tem participado "construtivamente" em conversações com o Governo "para que os portugueses possam beneficiar com a abertura da mobilidade a novas tecnologias e modelos de negócio, através de uma regulação que tenha em conta os interesses do consumidor e as especificidades de cada serviço".

"Uma mobilidade melhor não será alcançada bloqueando o desenvolvimento tecnológico", frisa a Uber, acrescentando que a "abertura à inovação é fundamental para que o setor da mobilidade possa melhorar e modernizar-se como um todo, trazendo benefícios a passageiros, operadores e condutores e às cidades portuguesas".

Na conferência de imprensa, a Antral e a FPT anunciaram que vão promover uma semana de luta para pressionar o Governo a suspender a atividade da Uber.

Frisando que "[os taxistas] não são contra a Uber, mas sim contra o modo" como esta plataforma está no mercado, o presidente da Antral explicou que pretendem apenas que aquela trabalhe de forma legal.

Por seu lado, o presidente da FPT, Carlos Ramos, propôs que a Uber, depois de legalizada, passe a distribuir serviços para os táxis.

  • Taxistas prometem continuar a lutar contra a Uber
    1:47

    Economia

    A Federação Portuguesa do Táxi e a ANTRAL discutiram o apoio de 17 milhões de euros para a modernização do setor. As medidas apresentadas pelo Governo foram aprovadas, mas os taxistas prometem continuar a protestar pela suspensão da atividade da Uber em Portugal. As associações do setor estão a estudar novas formas de luta já para o final do mês.

  • Passos Coelho pede desculpa aos portugueses
    3:35
  • População afetada pelo fogo tenta repor o que as chamas destruíram
    1:54
  • "Juntos por Todos" hoje no palco em Lisboa
  • Glifosato na lista de produtos cancerígenos na Califórnia

    Mundo

    O estado norte-americano da Califórnia, nos Estados unidos, pode vir a obrigar o fabricante do popular herbicida Roundup a comercializar o produto com um rótulo que informe os consumidores de que o produto é cancerígeno. O glifosato, princípio ativo do herbicida Roundup fabricado pela Monsanto, consta de uma lista que vai ser divulgada na Califórnia, a 7 de julho, de produtos químicos potencialmente cancerígenos.

  • Pyongyang compara Trump a Hitler

    Mundo

    A Coreia do Norte compara o Presidente norte-americano Donald Trump a Adolf Hitler. Pyongyang já acostumou o mundo à sua linguagem "colorida" quando critica os seus inimigos. Mas comparações com o responsável por mais de 60 milhões de mortes são muito raras.

  • Autarca garante que não houve "touros de fogo"

    País

    O presidente da Câmara de Benavente disse esta segunda-feira à Lusa que a atividade "touros de fogo" foi retirada do programa da Festa da Amizade depois de recebido um parecer desfavorável da Direção-Geral de Veterinária.