sicnot

Perfil

Economia

Rui Moreira acusa ministro de penalizar imagem do Governo no caso da TAP

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, acusou hoje o ministro do Planeamento de "penalizar a imagem" do Governo na questão da TAP, segundo uma carta dirigida pelo autarca ao primeiro-ministro, a que a Lusa teve acesso.

"Vivemos num Estalinismo legislativo em Portugal que implica à gestão das cidades a impossibilidade de governarmos como queremos e como os cidadãos querem. Esta é a forma antidemocrática que o Estado central impõe sobre os municípios, em que diz mais ou menos como eles tem que governar", afirmou Rui Moreira.

"Vivemos num Estalinismo legislativo em Portugal que implica à gestão das cidades a impossibilidade de governarmos como queremos e como os cidadãos querem. Esta é a forma antidemocrática que o Estado central impõe sobre os municípios, em que diz mais ou menos como eles tem que governar", afirmou Rui Moreira.

LUSA

"É possível, senhor primeiro-ministro, que, como diz o senhor ministro, a Câmara do Porto penalize a imagem da companhia. É certo, senhor primeiro-ministro, que o senhor ministro, que terá perdido o Norte, penaliza a imagem do seu Governo", conclui o autarca, referindo-se a uma entrevista do ministro Pedro Marques ao Jornal de Negócios.

Na missiva enviada hoje a António Costa, Moreira revela "profunda estupefação" com a entrevista, por constatar que, "no discurso público, o Governo se coloca ao lado da TAP e contra a Câmara do Porto".

Segundo a entrevista publicada hoje no Jornal de Negócios, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas considera que a "animosidade da Câmara do Porto penaliza a imagem da TAP".

"Em concreto, verifica-se que, no discurso público, o Governo se coloca ao lado da TAP e contra a Câmara do Porto", reagiu o autarca na carta enviada ao primeiro-ministro.

Moreira alerta ainda que o ministro "não diz a verdade" sobre os voos da TAP no Porto, porque, lamenta, "o Governo não assegurou, no quadro de negociação com os privados para a reversão da privatização da empresa, a existência de uma base relevante no Porto".

O autarca independente sublinha que, depois da reversão, a transportadora aérea voltou a reduzir a operação no Porto, ou seja, reduziu mais de 500 mil lugares anuais nos seus voos e 74 voos internacionais por semana.

"É possível, senhor primeiro-ministro, que, como diz o senhor ministro, a Câmara do Porto penalize a imagem da companhia. Esse é o preço que a companhia paga por ter abandonado o Norte, ou, se quiser, por ter perdido o Norte. Também a companhia tem penalizado o Norte: a sua imagem e a sua economia", destaca.

O presidente da Câmara do Porto afirmou na quinta-feira que "a única companhia aérea subsidiada é a TAP" e que todos os portugueses pagam, através da empresa, "uma atividade no Brasil que já custou 500 milhões de euros".

Moreira falava numa conferência de imprensa conjunta com o presidente da Câmara do Funchal, Paulo Cafôfo, que concordou com as críticas do homólogo do Porto à transportadora.

Nos últimos meses, Rui Moreira tem criticado a estratégia da TAP para o Porto e admitiu "apelar ao boicote da região" à transportadora, acusando-a de ter em curso uma estratégia para "destruir o aeroporto Francisco Sá Carneiro" e construir, em Lisboa, "um novo aeroporto e uma nova ponte".

A "guerra séria" que Moreira disse ter em curso contra a TAP deve-se, em parte, à suspensão de quatro rotas europeias que a empresa diz representarem um prejuízo de 8,02 milhões de euros, ao passo que a autarquia do Porto garante terem uma "ocupação média de 90%", representando "o transporte de perto de 190 mil passageiros, em 1.867 voos de ida e volta".

Segundo o acordo estabelecido pelo Governo de António Costa (PS) com o consórcio de Neeleman depois da privatização da transportadora, concretizada pelo anterior executivo PSD/CDS, o Estado ficará detentor de 50% da TAP e das suas subsidiárias.

A 22 de março, durante a apresentação do livro "TAP - Caixa Negra", que escreveu, Moreira afirmou que quem controla a transportadora aérea é o empresário David Neeleman e não o Governo.

Neeleman é também o fundador da Azul, Linhas Aéreas Brasileiras.

Lusa

  • 60 milhões de crianças com menos de 5 anos vão morrer entre 2017 e 2030

    Mundo

    Cerca de 15 mil crianças com menos de cinco anos morreram em 2016 em todo o mundo, e 46% destas morreram nos primeiros 28 dias de vida, segundo um relatório divulgado na quarta-feira pela Unicef. Apesar de se ter registado uma descida da mortalidade nos primeiros cinco anos de vida, de 9,9 milhões de mortes em 2000 para 5,6 milhões em 2016, a proporção de recém-nascidos entre os falecidos aumentou de 41% para 46% neste período.

  • "Quem faz isto sabe estudar os dias e o vento para arder o máximo possível"
    4:15

    Opinião

    José Gomes Ferreira diz que as pessoas que ateiam fogo nas florestas sabem "estudar os dias e o vento para arder o máximo possível". Em entrevista no Jornal da Noite, o diretor-adjunto de Informação da SIC, fala na importância de haver uma auditoria para tentar perceber o porquê de haver tantas ignições e saber se há alguém que ganhe com esta vaga de incêndios. 

    José Gomes Ferreira

  • O balanço trágico dos incêndios do fim de semana
    0:51

    País

    Mais de 500 mil hectares de área ardida, 42 vítimas mortais, 71 de feridos, dezenas de casas e empresas destruídas. É este o balanço de mais um fim de semana trágico para Portugal a nível de incêndios florestais.

  • 2017: o ano em que mais território português ardeu
    1:41

    País

    Desde janeiro, houve mais área ardida do que em qualquer outro ano na história registada de incêndios florestais. Segundo dados provisórios do Sistema Europeu de Informação sobre Fogos Florestais, mais de 519 mil hectares foram consumidos pelas chamas até 17 de outubro, o que representa quase 6% de toda a área de Portugal. 

  • "Viverei com o peso na consciência até ao último dia"
    3:00
  • O que resta de Tondela depois dos incêndios
    1:07

    País

    O concelho de Tondela é agora um mar de cinzas, imagens recolhidas pela SIC com um drone mostram bem a dimensão do que foi destruído pelos incêndios. Perto 100 habitações principais ou secundárias, barracões, oficinas e stands arderam. 

  • Moradores reuniram esforços para salvar idosos das chamas em Pardieiros
    2:50

    País

    O incêndio de domingo em Nelas fez uma vítima mortal: um homem de 50 anos, de Caldas da Felgueira, que regressava de uma aldeia vizinha, onde tinha ido ajudar a combater as chamas. Em Pardieiros, no concelho de Carregal do Sal, várias casas arderam e uma jovem sofreu queimaduras ao fugir do incêndio. Durante o incêndio, pessoas reuniram esforços para salvar a povoação.

  • A fotografia que está a correr (e a impressionar) o Mundo

    Mundo

    A fotografia de uma cadela a carregar, na boca, o cadáver calcinado da cria está a comover o mundo. Entre as muitas fotografias que mostram o cenário causado pelos incêndios que devastaram a Galiza nos últimos dias, esta está a causar especial impacto. O registo é do fotógrafo Salvador Sas, da agência EFE. A imagem pode impressionar os mais sensíveis.

  • As lágrimas do primeiro-ministro do Canadá

    Mundo

    O primeiro-ministro da Canadá, Justin Trudeau, emocionou-se esta quarta-feira ao falar de um artista que morreu depois de perder uma luta contra o cancro. Gord Downie, vocalista da banda de rock canadiana "The Tragically Hip", faleceu esta terça-feira, aos 53 anos, vítima de um tumor cerebral.