sicnot

Perfil

Economia

Capoulas Santos pede rapidez nas ajudas aos setores do leite e suinicultura

O ministro da Agricultura escreveu uma carta ao comissário europeu responsável pela pasta e apelou à "rápida implementação das medidas comunitárias de apoio aos setores do leite e da suinicultura", anunciadas em março.

Hugo Delgado

Em comunicado hoje emitido, o Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural refere que em causa estão "os mecanismos de intervenção no mercado (compra de leite e de manteiga e apoio à armazenagem privada de carne de porco)".

Além disso, é também necessária "a autorização para duplicação do valor das ajudas de Estado aos produtores (de 15.000 para 30.000 euros por triénio) que enfrentam sérias dificuldades, dificilmente compatíveis com a demora da tramitação destes processos".

O ministério de Capoulas Santos sublinha que, sem a regulamentação comunitária desta medida, "alguns suinicultores e produtores de leite portugueses ficarão impossibilitados de aceder às linhas de crédito que o Governo português vai pôr à disposição dos setores do leite e da carne de suíno".

Na carta dirigida ao comissário europeu Phil Hogan, o governante português reiterou "a urgência na implementação destes apoios", considerando que sem eles Portugal seria obrigado a "atrasar a entrada em vigor de apoios nacionais devida à lentidão da burocracia comunitária".

A 14 de março, a Comissão Europeia disse estar disponível para autorizar a redução temporária da produção de leite sob uma base voluntária e um aumento dos apoios ao armazenamento, segundo disse na altura o comissário europeu para a Agricultura, Phil Hogan.

No final do Conselho de Ministros da Agricultura da União Europeia desse dia, Hogan adiantou estar preparado para autorizar, "numa base temporária", acordos voluntários no setor dos laticínios para reduzir a produção, perante "uma situação de um desequilíbrio grave no mercado".

O comissário salientou que os detalhes têm ainda que ser finalizados, esperando poder apresentar uma proposta aos Estados-membros "muito em breve".

Ainda para o setor do leite, Bruxelas propõe-se duplicar os limites para a ajuda à armazenagem de leite em pó magro e de manteiga para as 218 mil e as 100 mil toneladas, respetivamente.

Em relação à crise na suinicultura, o comissário disse estar disposto a criar um novo regime de ajuda para o armazenamento privado de carne de porco, cujos detalhes serão definidos mais tarde.

Também deverá ser criado um Observatório do Mercado da Carne para acompanhar as evoluções do preço da carne bovina e suína, à semelhança do que foi criado para o leite, quando terminou o regime de quotas de produção, a 31 de março de 2015.

Hogan salientou ainda o esforço que tem feito na procura de novos mercados para os produtores europeus e comprometeu-se a dar prioridade a negociações com o Banco Europeu de Investimento de modo a serem criados "instrumentos financeiros apropriados para apoiar o investimento de agricultores e transformadores nas suas empresas, de modo a melhorar a sua competitividade".

Lusa

  • Eurogrupo dá luz verde ao Orçamento do Estado
    0:29

    Orçamento do Estado 2017

    O Orçamento português passou no Eurogrupo mas os ministros das Finanças alertam que podem ser precisas mais medidas para cumprir as metas e em março vão voltar a olhar para as contas. Para já, estão satisfeitos com o compromisso assumido por Mário Centeno e mais sete ministros da zona euro, cujos Orçamentos estão em risco de incumprimento.

  • Youtuber Miguel Paraiso escreveu uma paródia musical para a Reportagem da SIC "Renegados"
    1:27

    Grande Reportagem SIC

    O youtuber Miguel Paraiso escreveu uma paródia musical para a Grande Reportagem SIC "Renegados".Desde ontem já teve 67 mil visualizações no Facebook. Imagine que ia renovar o cartão de cidadão e diziam-lhe que afinal não é português? Mesmo tendo nascido, crescido, estudado e trabalhado sempre em Portugal? Foi o que aconteceu a inúmeras pessoas que nasceram depois de 1981, quando a lei da nacionalidade foi alterada.«Renegados» é como se sentem estes filhos de uma pátria que os excluiu. Para ver, esta quarta-feira, no Jornal da Noite da SIC.

  • "A nossa guerra não deixou heróis, só vilões e vítimas"
    5:26

    Mundo

    Luaty Beirão é o rosto mais visível de um movimento de contestação ao regime angolano que começou em 2011, ano da Primavera árabe. Mas a par dos 15+2, mediatizados num processo que os condenou por lerem um livro, outros activistas arriscam diariamente a liberdade. A SIC esteve em Luanda e falou com o advogado Adolfo Campos e com os músicos Carbono Casimiro, Mona Dya Kidi e David Salei. Já todos estiveram presos. Já todos foram vítimas de violência policial. Defendem que "a geração anterior comprometeu o país" e acreditam que só a mudança política pode trazer um futuro melhor. Para estes jovens activistas, a guerra que arrasou o país, e com que o regime justifica tudo, não deixou heróis, apenas "vilões e vítimas".

  • Homem e cão resgatados das águas na Andaluzia
    0:32