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Exportações de vinho para Angola caem 24% em 2015

As exportações de vinho português para Angola atingiram 72,5 milhões de euros em 2015, um decréscimo de 24% em valor face ao ano anterior, segundo dados da Associação Nacional dos Comerciantes e Exportadores de Vinhos e Bebidas Espirituosas (ANCEVE).

Nos primeiros quatro meses de 2015, o volume de negócios da exportação de vinho do Porto para o Brasil cresceu 11,2%, atingindo os 1,2 milhões de euros. (Arquivo)

Nos primeiros quatro meses de 2015, o volume de negócios da exportação de vinho do Porto para o Brasil cresceu 11,2%, atingindo os 1,2 milhões de euros. (Arquivo)

© Jose Manuel Ribeiro / Reuters

Em termos de volume, as vendas para Angola caíram 17%, enquanto o preço médio registou uma diminuição de 9,0%.

Todos os segmentos tiveram um decréscimo nas vendas, com destaque para o vinho a granel, que representa 21% do total e caiu 24% em volume e em valor.

Em termos de preço médio, o espumante que corresponde a 4% das exportações teve um recuo de 12%, passando de 11,86 euros em 2014 para 10,43 euros em 2015, enquanto o vinho engarrafado, que representa cerca de três quartos do total, se manteve inalterado nos 2,04 euros por litro.

O preço do vinho a granel desceu 5,0% de 0,62 para 0,58 euros por litro, enquanto o do vinho do Porto (1,4% das exportações) permaneceu estável, fixando-se em 6,09 euros (6,11 euros em 2014).

O presidente da ANCEVE, Paulo Amorim, adiantou à Lusa que os números do primeiro trimestre de 2016 ainda não estão fechados, mas apontam para "uma queda muito acentuada".

O FMI anunciou na quarta-feira que Angola solicitou um programa de assistência para os próximos três anos, cujos termos serão debatidos nas reuniões de primavera, em Washington, e numa visita ao país.

O Ministério das Finanças de Angola justificou o pedido com a necessidade de aplicar políticas macroeconómicas e reformas estruturais que diversifiquem a economia e respondam às necessidades financeiras do país, tendo negado, numa "nota de esclarecimento" enviada à Lusa, que se trate de um resgate económico.

Lusa

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