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Preços em Luanda subiram 23,6% num ano

Os preços em Luanda subiram 23,6 por cento em março, face aos últimos 12 meses, renovando máximos históricos, ao disparar 3,4 por cento face ao mês de fevereiro, influenciado sobretudo pelo setor da saúde.

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© Stringer . / Reuters (Arquivo)

A informação consta do relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Angola sobre o comportamento da inflação, ao qual a agência Lusa teve hoje acesso, destacando que na capital angolana a classe "Saúde", com uma subida de 15,91% de fevereiro para março.

Neste relatório do Índice de Preços no Consumidor (IPC), Luanda apresentou aumentos, no espaço de um mês, nas classes "Bens e Serviços Diversos", com 5,21%, "Bebidas Alcoólicas e Tabaco", com 4,42%, e "Alimentação e Bebidas não Alcoólicas", de 3,58%.

No Orçamento Geral do Estado para 2016, o executivo angolano prevê uma taxa de inflação (a 12 meses, janeiro a dezembro) de 11%.

O FMI anunciou na semana passada passada que Angola solicitou um programa de assistência para os próximos três anos, cujos termos serão debatidos nas reuniões de primavera, que decorrem desde terça-feira em Washington, e numa visita ao país.

O ministro das Finanças de Angola, Armando Manuel, esclareceu entretanto que este pedido será para um Programa de Financiamento Ampliado para apoiar a diversificação económica a médio prazo, negando que se trate de um resgate económico.

Angola vive uma profunda crise financeira, económica e cambial, devido à quebra das receitas com a exportação de petróleo, o que fez disparar o custo de vários produtos alimentares, o que levou algumas superfícies a racionalizar as vendas em Luanda.

Luanda é considerada em estudos internacionais como a capital mais cara do mundo.

Já o Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) - ainda não há dados agregados para um ano no registo de todo o país - registou uma variação de 3,25% entre fevereiro e março.

Além de Luanda, as subidas no último mês foram lideradas pelas províncias do Namibe (4,19%) e do Cunene (3,23%), enquanto na posição oposta figuraram as províncias do Huambo (2,01%), Uige (2,31%) e Lunda Sul (2,40%)

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