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Função pública ameaça entrar em guerra se não acabarem com as 40 horas

A Federação dos Sindicatos da Função Pública (FNSFP) voltou hoje a exigir a reposição imediata das 35 horas semanais e avisou que se tal não acontecer até 01 de julho, mais tardar, os trabalhadores entram "em guerra completa".

Esta posição foi assumida por Ana Avoila, coordenadora da FNSP, em declarações à agência Lusa durante um plenário de dirigentes e ativistas sindicais, que reuniu mais de 150 pessoas a cerca de 200 metros da residência oficial do primeiro-ministro, António Costa, em Lisboa.

"Se não for 01 de julho é a guerra completa dos trabalhadores. Não aceitamos isso e ninguém vai ficar indiferente ou parado. Vamos lutar até termos as 35 horas de trabalho semanais", afirmou Ana Avoila, sublinhando que o "primeiro-ministro tem de responder pelas promessas que fez" durante a campanha eleitoral para as legislativas.

Segundo a dirigente sindical, a revogação do diploma das 40 horas de trabalho semanal na função pública encontra-se num "impasse", tendo em conta o "arrastar" das audições que o grupo de trabalho criado no âmbito da Comissão parlamentar de Trabalho e Segurança tem vindo a fazer.

Por outro lado, a secretária de Estado da Administração Pública desmarcou uma reunião para apresentar o estudo de impacto da aplicação das 35 horas.

Por estes motivos, Ana Avoila manifestou-se "preocupada" e questionou se de facto "há vontade ou não para avançar rapidamente com a revogação da lei" das 40 horas, aprovada pelo governo anterior (PSD/CDS-PP).

Os dirigentes sindicais presentes no local aprovaram uma resolução na qual exigem a revogação imediata daquela legislação e a reposição das 35 horas semanais para todos os trabalhadores da administração pública, manifestando-se disponíveis para continuar a luta com expressão pública.

Depois, uma delegação de dirigentes sindicais deslocou-se até à residência oficial do primeiro-ministro para a entrega da resolução, tendo os repórteres de imagem e fotógrafos sido impedidos pela PSP de acompanharem os quatro sindicalistas mal estes entraram na Rua da Imprensa à Estrela.

Cerca de quarenta minutos depois, a delegação abandonou o edifício sem ter sido recebida por nenhum elemento do gabinete de António Costa, o que Ana Avoila considerou "vergonhoso", tendo em conta, disse, que o gabinete do primeiro-ministro tinha sido "avisado há quatro dias".

Lusa

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