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Costa diz que Programa Nacional de Reformas vai causar "grande surpresa"

O secretário-geral do PS, António Costa, afirmou hoje que a aprovação final do Programa Nacional de Reformas, na quinta-feira, vai gerar uma "grande surpresa", alegando que terá medidas concretas, quantificação de custos e calendário definido.

António Costa teve de cancelar toda a agenda prevista para o final da semana por motivo de doença.

António Costa teve de cancelar toda a agenda prevista para o final da semana por motivo de doença.

© Francois Lenoir / Reuters

António Costa falava no início da festa convívio do 43.º aniversário do PS, na sede dos socialistas, em Lisboa, perante fundadores deste partido.

O líder socialista e primeiro-ministro afirmou que na quinta-feira, com a aprovação do Programa Nacional, de Reformas, em Conselho de Ministros, haverá "uma grande surpresa".

"Muitos desvalorizaram, porque não tinha medidas concretas. Pois vão ter todos uma grande surpresa, porque o Programa Nacional de Reformas tem não só medidas, como possui um calendário da sua execução, com quantificação de custos e tem as metas de desenvolvimento que pretendemos alcançar", declarou António Costa.

A festa convívio de aniversário do PS contou com as presenças do presidente deste partido, Carlos César, da secretária-geral adjunta, Ana Catarina Mendes, e de um dos antigos líderes, o atual presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues.

Dos fundadores do PS de Bad Munstereifel, na República Federal Alemã, em 1973, marcaram presença no aniversário o antigo secretário de Estado Alberto Arons de Carvalho, Bernardino Gomes e Dieter Delinguer.

Na única intervenção política, o secretário-geral do PS defendeu o caráter "histórico reformista" do seu partido - ponto em que aludiu ao Programa Nacional de Reformas, mas não ao Programa de Estabilidade, que também será aprovado na quinta-feira em Conselho de Ministros.

Sobre o Programa de Estabilidade, que, tal como o Programa Nacional de Reformas, será entregue em Bruxelas até ao final do mês e que tem debate parlamentar marcado para o próximo dia 27, a ideia entre os principais dirigentes socialistas é desdramatizar.

Alegam que as metas de crescimento económico que constarão no documento não vão diferir de forma significativa das estimativas apresentadas pelas principais instituições internacionais, entre 1,4 e 1,5 por cento, embora sejam um pouco mais otimistas.

Ainda em relação às perspetivas de evolução macroeconómicas do país, entre dirigentes do PS que são simultaneamente membros do Governo não se coloca qualquer cenário de derrapagem das contas públicas, contrapondo-se que, segundos dados de execução orçamental provisórios (até março) a descida do IRS poderá inferior à prevista, o que poderá compensar uma subida mais baixa do que a inicialmente se previa do IVA.

A sessão do 43.º aniversário do PS abriu com música de Carlos Alberto Moniz e com leitura de poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen (que foi deputada constituinte pelo PS) por Lilá Soares, neta mais nova de Mário Soares, que esteve na sede dos socialistas com o seu pai, o ex-ministro da Cultura João Soares.

A seguir à sessão, houve um pequeno lanche nos jardins da sede nacional do PS, com música de um 'DJ Set'.

Lusa

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