sicnot

Perfil

Economia

Taxistas distribuem milhares de manifestos contra Uber

A Federação Portuguesa do Táxi (FPT) informou hoje que já distribuiu mais de dez mil manifestos desde sexta-feira, no âmbito da semana de luta contra o que considera ser a "ilegalidade" da atividade da Uber em Portugal.

PEDRO NUNES

"Estou convicto de que já entregámos mais de dez mil panfletos", disse à agência Lusa Eduardo Cacais, da FPT.

Numa ação conjunta com a Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), um manifesto e autocolantes estão a ser distribuídos pelas ruas de Lisboa, Porto e Faro.

"A aceitação tem sido ampla", disse à agência Lusa Eduardo Cacais, que anda nas principais praças de táxi de Lisboa a "alertar motoristas e população em geral" para este "problema".

"Estamos a distribuir um manifesto pela população e pelos colegas para que, à medida que vão apanhando clientes, possam também passar a mensagem", acrescentou.

No manifesto, a ANTRAL e FPT defendem que a Uber é ilegal porque "não respeita, não obedece, nem se submete às regras legais que em Portugal disciplinam a atividade do transporte em táxi".

As associações referem, ainda, que aquela plataforma (disponível através de uma aplicação 'online') cobra o que entende e aumenta os preços em épocas de maior procura, lê-se no manifesto.

As viaturas ao serviço da Uber "não estão equipadas, identificadas, nem licenciadas [...] ou autorizadas para a atividade que executam", acusam ainda, acrescentando que os condutores não têm certificado profissional para o exercício da atividade.

Além do manifesto, estão a ser também colados nos vidros dos táxis autocolantes com palavras de ordem como "A Uber é Ilegal" ou "Stop à Uber".

Em declarações à Lusa, o presidente da ANTRAL, Florêncio Almeida, disse que tem cinco carros na rua só para alertar a população para a questão da Uber e acrescentou que "a ação está a correr bem".

A semana de luta vai culminar com uma grande ação que decorrerá na sexta-feira, mas que a FPT e a ANTRAL não querem divulgar antecipadamente

  • Atentados na Catalunha estão relacionados, 14 mortos

    Ataque em Barcelona

    Uma pessoa morreu e cinco suspeitos foram abatidos num segundo ataque esta madrugada em Espanha, depois do atentado de ontem que fez 13 mortos em Barcelona. As operações de busca centram-se num nome: Moussa Oukabir. Siga aqui as últimas informações, ao minuto.

    Em atualização

  • Driss Oukabir: suspeito do atentado ou vítima de roubo de identidade?
    2:40

    Ataque em Barcelona

    Um dos dois suspeitos, do ataque nas Ramblas, detidos pela polícia foi inicialmente identificado como Driss Oukabir, um homem de 28 anos. Mais tarde, um homem com o mesmo nome apresentou-se numa esquadra em Girona, a mais de 100 quilómetros do local do atropelamento afirmando que lhe tinha sido roubada a identificação. De acordo com alguma imprensa espanhola, poderá ter sido o irmão, Moussa Oukabir, um jovem de 18 anos que vive em Barcelona, como explicou também Nuno Rogeiro, comentador da SIC.

  • "Nas Ramblas, é como se nada tivesse acontecido"
    1:35

    Ataque em Barcelona

    Um atentado terrorista em Barcelona matou 13 pessoas e feriu cerca de 100. O ataque aconteceu na zona das Ramblas, quando uma carrinha avançou sobre quem circulava nessa grande via no centro da capital da Catalunha. O repórter Emanuel Nunes está em Barcelona e deu conta do regresso à normalidade nas Ramblas, logo às primeiras horas da manhã.

  • Barcelona abalada pelo terrorismo
    1:03
  • "O abandono provoca incêndios desta dimensão"
    0:55

    País

    O antigo vereador da Câmara de Mação José Silva acredita que a desertificação do interior também é, em parte, responsável pelos incêndios. Segundo José Silva, Mação tem cada vez menos habitantes e é por essa razão que os terrenos são deixados ao abandono.

  • Mação perdeu 80% da área florestal
    3:39
  • Médicos e ministro da Saúde voltam hoje às negociações

    País

    O Ministério da Saúde deverá apresentar uma proposta que poderá ser decisiva para a convocação ou não de uma nova greve. O Sindicato Independente dos Médicos e a Federação Nacional de Médicos tinham anunciado, no dia 11 de agosto, que vão realizar uma greve de dois dias na primeira semana de outubro, se a nova proposta negocial não levar em conta o que reivindicam.