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Banco BIC recusa que haja administradores envolvidos em lavagem de dinheiro

O BIC disse hoje que não há administradores do banco envolvidos na investigação judicial à empresa Money One, suspeita de lavagem de dinheiro, e que já abriu auditorias internas para apurar eventuais responsabilidades de colaboradores.

"Nem o Banco BIC nem qualquer membro dos seus órgãos sociais são sujeitos processuais no processo referenciado pelas notícias ou em qualquer outro de natureza semelhante", disse esta quarta-feira a instituição em comunicado, depois de ter sido noticiado que o banco está a ser investigado por alegadas práticas de branqueamento de capitais praticadas pela sociedade de câmbios Money One.

A informação divulgada à imprensa diz ainda que, no âmbito deste caso, "foram abertas tempestivamente pelo Banco BIC as auditorias internas com vista ao apuramento de práticas e responsabilidades, tendo sido efetuado o reporte apropriado".

De acordo com a imprensa, funcionários do Banco BIC poderão estar envolvidos no processo Money One, em que esta casa de câmbios é suspeita de branqueamento de capitais (vulgo, lavagem de dinheiro) proveniente de tráfico de droga e que terá sido a ligação deste banco (em que um dos acionistas de referência é a empresária angolana Isabel dos Santos) a este caso que terá levado o Banco de Portugal a considerar não conceder o registo de idoneidade a administradores do BIC, caso de Jaime Pereira como novo presidente executivo do BIC, em substituição de Mira Amaral, e Fernando Teles como presidente do Conselho de Administração.

Ainda de acordo com a imprensa, foi por causa da posição do Banco de Portugal quanto ao registo de idoneidade que Isabel dos Santos, que é proprietária do BIC em conjunto com Fernando Teles e a segunda maior acionista do BPI, através da holding Santoro - terá quebrado o acordo feito para o banco BPI feito com os espanhóis do Caixabank.

A angolana Santoro veio entretanto negar que os dois temas tenham relação, refutando "categoricamente qualquer associação do desfecho das negociações referidas a temas relacionados com o Banco BIC".

Ainda quanto ao caso Money One, o BIC diz que "tem seguido atentamente o processo (...) com vista à tomada de medidas de cautela e defesa dos seus interesses e salvaguarda da sua boa-fé face aos clientes e às autoridades".

O banco termina o esclarecimento a dizer que quer "ver protegido o seu bom nome e reputação" e, sobre os seus trabalhadores já acusados, refere que é necessário respeitar o "princípio da presunção de inocência".

Na terça-feira, Fernando Teles afirmou que já foi enviada ao Banco de Portugal a proposta de novos administradores do banco em Portugal, referindo que tal foi feito porque o regulador e supervisor bancário exigiu mais membros independentes.

Lusa

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