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Portugal recebe primeiro carregamento de gás norte-americano destinado à UE

O primeiro carregamento de gás natural liquefeito (GNL) norte-americano destinado à Europa chegou na terça-feira às instalações da Galp Energia no porto de Sines, noticiou hoje a agência France Presse.

A Cheniere Energy é a primeira companhia norte-americana a exportar gás natural liquefeito.

A Cheniere Energy é a primeira companhia norte-americana a exportar gás natural liquefeito.

O carregamento de GNL destinado à Galp Energia é o primeiro enviado para um país da União Europeia com origem nos Estados Unidos.

Em virtude do crescimento da produção do gás de xisto, os Estados Unidos começaram a incrementar as exportações, o que, segundo a France Presse, pode fazer desequilibrar o mercado europeu e provocar uma guerra de preços com a Rússia, que é atualmente o principal exportador de gás natural para o continente europeu.

O navio Creole Spirit, que esteve a carregar o gás liquefeito desde o dia 15 de abril no terminal de Sabine Pass, estado norte-americano da Luisiana, foi fretado pelo grupo texano Cheniere Energy.

A embarcação transportou uma carga "correspondente a uma semana de consumo de gás em Portugal, ou dois por cento do total de um ano inteiro", segundo a Galp Energia.

"Este carregamento de gás de xisto norte-americano -- que representa cerca de um por cento das compras de gás natural da Galp Energia, é destinado aos clientes da Península Ibérica", disse à France Presse um porta-voz da empresa portuguesa.

A Cheniere Energy é a primeira companhia norte-americana a exportar gás natural liquefeito das instalações de Sabine Pass.

A empresa já exportou GNL para o Brasil, no mês de março, estando previstos negócios com a Argentina e com a União Indiana.

A Europa procura reduzir a dependência energética em relação às exportações de Moscovo, após a crise do gás russo e ucraniano, que começou no ano 2000.

Além dos carregamentos efetuados pela Cheniere Energy, é possível que venham a ser efetuados novos transportes de GNL para a Europa assim que sejam concluídos os acordos comerciais com a companhia francesa EDF e a britânica BG.

A Europa pode vir a tornar-se no primeiro mercado de GNL dos Estados Unidos, ao mesmo tempo que os mercados asiáticos se mostram menos atrativos, sobretudo, devido ao relançamento dos reatores nucleares no Japão e à crise económica na China.

Lusa

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