sicnot

Perfil

Economia

Governo pede esclarecimentos ao FMI sobre alegadas aplicações públicas em offshore

O Governo está a contactar o FMI para perceber a origem da informação segundo a qual haverá entidades públicas portuguesas com aplicações em paraísos fiscais, já que até ao momento nada foi detetado.

© Kim Kyung Hoon / Reuters

O secretário de Estado Adjunto, do Tesouro e das Finanças, adiantou que até ao momento foram contactadas "quase uma centena" de empresas públicas e desses contactos não surgiu qualquer informação que revelasse aplicações financeiras para países na lista de paraísos fiscais.

Ricardo Mourinho Félix respondia no parlamento a um pedido de esclarecimento do PEV, no debate de atualidade sobre o sistema financeiro suscitado hoje pelo PCP.

O secretário de Estado adiantou que o Governo está a "contactar o FMI para perguntar de onde recebeu" a informação segundo a qual há entidades públicas portuguesas com aplicações em `offshores´ e admitiu que possa ter havido "um erro de classificação".

Caso se confirme que alguém está a ocultar informação, seria "extremamente grave", disse.

Se for identificada alguma situação, acrescentou, o executivo tentará perceber "qual é a razão, que parece difícil de justificar", e também por que é que essa aplicação está oculta.

Na semana passada, o BE enviou um requerimento ao Governo a questionar que entidades públicas têm aplicações em `offshores´ e lembrou que, em 2008, foi anunciado pelo FMI que "no perímetro do Estado português existiriam 151 milhões de euros" aplicados nesse tipo de sociedades.

Lusa

  • Incêndio de Setúbal "quase dominado"
    4:04

    País

    O incêndio que deflagrou segunda-feira em Setúbal está "quase dominado", segundo informações da presidente da Câmara. Maria das Dores Meira diz que não há feridos a registar e que os habitantes já vão regressando a casa. Para ajudar no combate ao fogo foram enviados meios de Lisboa.

  • "Lancei um tema que os portugueses há muito queriam discutir"
    11:26
  • Danos Colaterais 
    18:55
    Reportagem Especial

    Reportagem Especial

    Jornal da Noite

    Nos últimos oito anos a banca perdeu 12 mil profissionais. A dimensão de despedimentos no setor é a segunda maior da economia portuguesa, só ultrapassada pela construção civil. A etapa mais complexa da história começou em 2008, com a nacionalização do BPN. Desde então, as saídas têm sido a regra. A reportagem especial desta terça-feira, "Danos Colaterais", dá voz aos despedidos da banca.