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Empresas públicas reduziram um quarto dos prejuízos no terceiro trimestre de 2015

As empresas públicas reduziram um quarto dos seus prejuízos no terceiro trimestre de 2015 face ao período homólogo, ficando nos 700 milhões de euros, divulgou hoje o Ministério das Finanças.

© Jose Manuel Ribeiro / Reuters

No boletim informativo divulgado hoje pela Unidade Técnica de Acompanhamento e Monitorização (UTAM) do setor público empresarial, do Ministério das Finanças, as empresas públicas registaram prejuízos de 695,7 milhões de euros até setembro do ano passado, menos 247,8 milhões (-26%) do que o verificado no mesmo período de 2014.

Esta melhoria, escreve a UTAM, deveu-se maioritariamente às empresas de transportes e armazenagem, setor que reduziu prejuízos em 152 milhões de euros, para 439 milhões (sendo que esta é a área também com mais peso nos prejuízos das empresas públicas).

"A empresa pública que teve o mais elevado aumento do resultado líquido face ao período homólogo foi a AdP -- Águas de Portugal, destacando-se de seguida a Estradas de Portugal, a CP, o Metro do Porto, e a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP)", segundo a UTAM.

O setor empresarial do Estado também reduziu o seu endividamento em cerca de 1.600 milhões de euros, de 35.218 milhões de euros até ao terceiro trimestre de 2014 para 33.631 no mesmo período de 2015.

O endividamento das empresas públicas no final de setembro de 2015 representa um "valor superior ao objetivo expresso nos orçamentos das empresas em cerca de 290 milhões de euros, ou seja, 1% do valor orçamentado", afirma a UTAM.

O setor dos transportes e armazenagem teve aqui também um maior impacto na redução do endividamento -- área que representa mais de 60% do endividamento das empresas públicas -, diminuindo o endividamento em cerca de 1.250 milhões de euros, para 21.269 milhões de euros.

Na redução do endividamento, destaque para a Refer e para a CP que, segundo a unidade técnica, "procederam à amortização de uma parte significativa da sua dívida".

Por outro lado, destaque para o aumento em 213 milhões de euros (4%) do volume de negócios, "o que, por sua vez, foi acompanhado por um aumento dos gastos operacionais em 143 milhões de euros (2%). Estes aumentos devem-se essencialmente à Estradas de Portugal".

O prazo médio de pagamentos para o conjunto das empresas analisadas reduziu-se, em termos médios, no terceiro trimestre de 2015, situando-se no final de setembro em 69 dias. "De notar que, das 84 empresas consideradas, 65% têm um valor inferior a este valor médio e 23 empresas apresentam um valor inferior a 30 dias", salienta a UTAM.

A unidade ressalva ainda que "o setor da saúde foi excluído do cálculo do valor médio do prazo médio de pagamentos, uma vez que apenas disponibilizou dados para este indicador a partir de dezembro".

Lusa

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