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EDP diz que chuva não basta para explicar bom primeiro trimestre

Os lucros da EDP aumentaram 11% no primeiro trimestre deste ano face ao mesmo período do ano passado, atingindo os 263 milhões de euros. O presidente da empresa, António Mexia, afirmou hoje que os resultados da elétrica no primeiro trimestre foram "muito fortes", realçando que não basta as condições meteorológicas favoráveis à produção em Portugal e Espanha para os explicar.

© Jose Manuel Ribeiro / Reuters

"No ano passado, os maus resultados não se deviam à falta de chuva, havendo quem falasse de má gestão. Este ano tivemos sorte [com a chuva e o vento]", lançou o presidente executivo, aludindo os comentários que atribuem o resultado do primeiro trimestre às condições climatéricas favoráveis.

Em conferência com os analistas, a decorrer em Londres, António Mexia explicou que "a existência de chuva não basta", realçando a redução de custos, o aumento da capacidade instalada e ainda o bom comportamento da EDP Brasil.

"Tivemos resultados muito fortes também na EDP Brasil", com muito boa eficiência da central Pecém.

Os lucros da EDP aumentaram 11% no primeiro trimestre deste ano face ao mesmo período do ano passado, atingindo os 263 milhões de euros, informou a empresa ao mercado na quarta-feira.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a elétrica portuguesa indica que, ajustando estes resultados dos impactos não recorrentes tanto dos primeiros três meses de 2015 como dos primeiros três meses de 2016, os lucros da EDP seriam de 287 milhões de euros entre janeiro e março deste ano, um aumento de 28% face ao período homólogo do ano passado.

O EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) aumentou 14% no primeiro trimestre deste ano em termos homólogos, para os 1.130 milhões de euros, o que a empresa justifica com a "expansão do portfolio [carteira]" e com as "condições meteorológicas melhoradas na Ibéria e Brasil".

A dívida líquida caiu de 17,4 mil milhões de euros em dezembro de 2015 para os 17 mil milhões de euros em março de 2016, uma queda que foi "suportada essencialmente pelo recebimento dos montantes relativos à rotação de ativos assinada com a Fiera Axium em outubro de 2015 e pela estrutura de parceria institucional assinada em novembro de 2015".

Com Lusa

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