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Secretário-geral da ONU apela para mudança radical na economia global

O secretário-geral da ONU defendeu hoje uma "mudança radical na economia global" que facilite um crescimento económico sustentável, na abertura da Cimeira de Ação Climática, que procura soluções para aplicar o Acordo de Paris do ano passado.

© Brendan McDermid / Reuters

"Devemos transformar a promessa de Paris em ação e aplicação tão depressa quanto possível. Precisamos de agir agora. Precisamos de acelerar a velocidade, o alcance e a escala da nossa resposta, local e globalmente", disse Ban Ki-moon na sua intervenção no início da reunião de dois dias em curso em Washington.

Numa conferência de imprensa posterior, o secretário-geral das Nações Unidas afirmou que é necessária a colaboração "de todo o mundo", acrescentando que "ratificar o Acordo de Paris no próximo ano é muito tarde".

De modo semelhante se expressou Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial, sublinhando que a cada dia que passa "o desafio climático cresce" e "os dias e meses de calor recorde transformaram-se na nova norma".

Kim referiu o rápido processo de degelo do Ártico e indicou que, este inverno, as temperaturas foram seis graus Celsius acima da média.

Na cimeira, que decorre até sexta-feira, o debate vai centrar-se nas soluções práticas para reduzir o aquecimento global, com especial ênfase nos contributos das câmaras municipais, fundamentais para o êxito deste esforço.

Entre os setores representados figuram o empresarial, o filantrópico, a sociedade civil, professores e cientistas, além dos Governos nos seus diversos níveis.

O Acordo de Paris, destinado a mudar o modelo de desenvolvimento do planeta para um que seja livre de combustíveis fósseis, entrará em vigor quando pelo menos 55 países que somem um total de 55% das emissões globais o tenham ratificado.

Lusa

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