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Arábia Saudita vai manter política petrolífera, afirma novo ministro

A Arábia Saudita vai manter a sua política petrolífera, afirmou hoje o novo ministro da Energia, Indústria e Recursos Minerais saudita, Khaled al-Faleh, nomeado no sábado após o afastamento por decreto real do influente ministro do Petróleo.

© Ali Jarekji / Reuters

"A Arábia Saudita vai manter a sua política petrolífera estável", declarou Faleh, sublinhando que o reino saudita, o primeiro exportador mundial de petróleo, pretende "reforçar a posição de fornecedor de energia mais credível no mundo".

"Estamos empenhados em satisfazer a procura atual e adicional por parte dos nossos clientes mundiais", assegurou Faleh, que sucedeu no cargo a Ali al-Nouaimi.

Khaled al-Faleh foi durante vários anos presidente executivo do gigante petrolífero Saudi Aramco, uma empresa com aproximadamente 60 mil funcionários que assegura um oitavo da produção mundial de petróleo.

Ali al-Nouaimi, que foi ministro do Petróleo durante mais de duas décadas, foi um dos homens mais influentes no seio da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), organismo confrontado nos últimos dois anos com a queda do preço do petróleo bruto.

Apesar do excesso de oferta nos mercados internacionais e da queda dos preços desde meados de 2014, a Arábia Saudita continuou a defender a sua quota de mercado.

Em abril último, os grandes produtores de petróleo reuniram-se em Doha, no Qatar, para tentar alcançar um consenso, mas não conseguiram chegar a acordo sobre uma eventual redução na produção para sustentar os preços.

A Arábia Saudita, então representada por Ali al-Nouaimi, insistiu, durante a reunião, num acordo vinculativo que incluísse todos os membros da OPEP, nomeadamente o seu rival Irão, que não compareceu à reunião.

No sábado, o rei Salman da Arábia Saudita decretou uma restruturação do governo saudita que incluiu, entre outras medidas, o afastamento de vários ministros e a nomeação de novos responsáveis, a dissolução do Ministério da Eletricidade e da Água e a designação de um novo governador do Banco Central saudita.

Lusa

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