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Grécia "basicamente cumpriu" todos os seus objetivos de reforma, diz Juncker

A Grécia "basicamente cumpriu" todos os objetivos de reforma exigidos pelos credores e, assim sendo, os parceiros da zona euro vão começar a discutir uma possível reestruturação da dívida, segundo o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

(Arquivo)

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Christian Lutz/ AP

"Estamos no momento da primeira revisão do plano [de resgate à Grécia] e os objetivos foram basicamente cumpridos", disse Juncker numa entrevista que hoje será publicada nos jornais do Funke Mediengruppe, na Alemanha.

Os credores da Grécia realizaram a revisão necessária para avaliar o progresso das reformas do Governo de Atenas e esperam desbloquear a primeira 'tranche' do resgate de 86 mil milhões de euros, acordado em julho.

O Eurogrupo, composto por 19 ministros das Finanças dos países da zona euro, vai reunir-se na segunda-feira em Bruxelas, onde analisará as reformas gregas.

Vão também "começar as primeiras discussões sobre como tornar a dívida da Grécia sustentável a longo prazo", disse Juncker aos jornais alemães.

A aprovação das reformas é necessária antes de qualquer consideração sobre um 'alívio' da dívida grega, mas apesar de as negociações durarem há meses, as reformas da Grécia ainda não conseguiram o apoio de todos os credores, em grande parte devido às diferenças de opinião entre a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI), que pede mais reformas.

Os comentários de Juncker surgem depois de o ministro das Finanças grego, Euclid Tsakalotos, ter pedido, no sábado, aos parceiros da zona euro que apoiem o pacote de reformas da Grécia, que inclui cortes de 5,4 mil milhões de euros, e rejeitem o pedido dos credores de medidas adicionais no valor de 3,6 mil milhões de euros.

"Qualquer pacote superior a 5,4 mil milhões será encarado, tanto pelos cidadãos gregos como pelos agentes económicos, dentro e fora da Grécia, como contraprodutivo social e economicamente", afirmou, numa carta dirigida ao Eurogrupo.

Tsakalotos alertou para o preço de um "Estado falhado" se as negociações de segunda-feira não correrem de feição.

Christine Lagarde, diretora-geral do FMI, também se dirigiu ao Eurogrupo através de uma carta, instando os ministros a abordar a questão da reestruturação da dívida.

Lagarde sublinhou a necessidade de rever em baixa o objetivo de a Grécia atingir um superavit primário de 3,5% do PIB em 2018, dizendo que era "contraprodutivo" esperar que Atenas atinja o objetivo.

No entanto, o FMI afirmou também que há "lacunas significativas" nas reformas propostas pela Grécia.

Lusa

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