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NATO e EUA insistem nos alertas ao perigo de saída do Reino Unido da UE

Treze antigos altos funcionários norte-americanos e cinco ex-dirigentes da NATO alertaram hoje, numa carta conjunta enviada ao Daily Telegraph, para os perigos de enfraquecimento da segurança na Europa caso o Reino Unido saia da União Europeia (UE).

(Arquivo)

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© Yves Herman / Reuters

Na carta, publicada a pouco mais de um mês do referendo de 23 de junho, as 18 personalidades, ligadas à diplomacia, defesa e exército, defenderam que a saída do Reino Unido (UE) vai "prejudicar a segurança no Ocidente" e "enfraquecer perigosamente a Europa".

Os antigos líderes da NATO acrescentaram que um "Brexit" vai "minar" a aliança militar transatlântica e dar "apoio aos inimigos do Ocidente", permitindo ainda, "sem qualquer dúvida, uma perda da influência britânica".

"Dado a escala e a quantidade de desafios à paz e estabilidade que enfrentamos em conjunto, a comunidade euro-atlântica necessita de um Reino Unido empenhado e ativo", escreveram Peter Carington, Javier Solana, George Robertson, Jaap de Hoop Scheffer e Anders Fogh Rasmussen.

"O «Brexit» vai, sem qualquer dúvida, levar a uma perda da influência britânica, minar a NATO e socorrer os inimigos do Ocidente precisamente quando precisamos de unir esforços no combate da comunidade euro-atlântica às ameaças comuns, inclusive à porta da nossa própria casa", escreveram.

Na mesma carta, 13 antigos secretários de Estado e da Defesa, bem como vários conselheiros da Segurança Nacional defenderam que a Europa ficará "bastante enfraquecida" se o Reino Unido deixar os "28".

"O mundo necessita de uma Europa unida para trabalhar em conjunto com os Estados Unidos", escreveram os signatários, pertencentes a todas as administrações norte-americanas dos últimos 40 anos.

"A relação especial entre os nossos países não beneficiará com a perda da influência e o Reino Unido irá sofrer por não fazer parte da UE", escreveram os antigos secretários de Estado George Schultz e Madeleine Albright e os ex-secretários da Defesa Frank Karlucci, William Perry, Bill Cohen, Bob Gates e Leo Panetta, entre outros.

Em abril, numa visita a Londres, o Presidente norte-americano, Barack Obama, sublinhou que o Reino Unido, ao pertencer à UE, "tem exponenciado a influência global" do país no mundo.

O antigo ministro da Defesa britânico Liam Fox, que tem estado a fazer campanha pelo "não" à UE, defendeu, por seu lado, que os avisos "estão já fora de prazo".

"Muitas dessas pessoas pertencem a uma era muito diferente da que nós vivemos hoje", disse Liam Fox à cadeia de televisão britânica BBC.

Lusa

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