sicnot

Perfil

Economia

Missão do FMI em Angola entre 1 e 14 de junho

Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) inicia a 1 de junho, em Luanda, reuniões para negociar o Programa de Financiamento Ampliado solicitado pelo Governo angolano, para apoiar a diversificação da economia nacional.

© Stringer . / Reuters

A informação foi confirmada hoje à agência Lusa, em Luanda, por fonte oficial do Ministério das Finanças, acrescentando que as negociações na capital angolana, que por norma envolvem reuniões com vários membros do Governo, se prolongam até 14 de junho.

Angola enfrenta uma crise financeira e económica com a forte quebra (50%) das receitas com a exportação de petróleo, devido à redução da cotação internacional do barril de crude, tendo em curso várias medidas de contenção.

O FMI anunciou a 6 de abril que Angola solicitou um programa de assistência para os próximos três anos, cujos termos foram debatidos nas reuniões de primavera, em Washington, prosseguindo durante uma visita ao país, inicialmente prevista para maio e que agora reprogramada para junho.

O ministro das Finanças de Angola, Armando Manuel, esclareceu entretanto que este pedido será para um Programa de Financiamento Ampliado destinado a apoiar a diversificação económica a médio prazo, negando que se trate de um resgate económico.

O semanário económico angolano Expansão noticiou este mês que este programa poderá envolver um apoio financeiro de até cinco mil milhões de dólares (4,4 mil milhões de euros).

Segundo o Ministério das Finanças, o EFF é um instrumento financeiro "direcionado a reformas estruturais voltadas para a diversificação da economia, reforço da balança de pagamentos, com propósito cimeiro de fortalecer os pilares da sustentabilidade da nossa economia", ao contrário dos resgates económicos.

Além desta missão do FMI, uma outra, de caracter regular, vai realizar de 18 a 31 de maio uma avaliação do quadro fiscal angolano, precisou a mesma fonte à Lusa.

Em conferência de imprensa realizada a 7 de abril, em Luanda, o ministro Armando Manuel afirmou que Angola não vai estar sob resgate do FMI, apesar de o pedido de apoio para diversificar a economia poder envolver um pacote financeiro, que não quantificou.

O governante voltou a insistir que o apoio solicitado se enquadra num Programa de Financiamento Ampliado (Extended Fund Facility - EFF), e não um resgate financeiro, até porque, insistiu, a dívida pública angolana "não tem pressão" no curto prazo.

Armando Manuel garantiu que o este tipo de apoio (EFF) tem um "cunho" de assistência técnica e servirá para maximizar o potencial dos setores das minas, agricultura, pescas e turismo do país, para assim "gerar mais renda fiscal".

"Em função das circunstâncias, o programa pode trazer pacotes financeiros para apoiar as medidas de política que venham a ser implementadas", disse, mas sem quantificar montantes possíveis, apesar de questionado nesse sentido.

Reforçou ainda, depois de se referir em concreto à interpretação na comunicação social portuguesa sobre este pedido de apoio: "Não se trata de uma assistência financeira. Deve ficar aqui claro".

Armando Manuel optou por falar sempre "reforço de cooperação" com o FMI, procurando Angola "absorver o que de melhor existe", também em termos de gestão da administração tributária, outro dos "vetores" em "agenda" nas negociações com o FMI, juntamente com o combate à informalidade da economia angolana.

O Ministério das Finanças já afirmou que Angola tem vindo a aplicar "por sua iniciativa" um conjunto de reformas "que têm merecido o aplauso internacional, sem as quais o nível de adaptabilidade ao quadro atual não seria o mesmo" e "permitindo com isso criar um quadro de maior resiliência perante as consequências da baixa do preço do petróleo, dos reprimidos níveis de crescimento económico observados na economia global e do estado dos mercados financeiros".

Lusa

  • SIC faz-se à estrada para ouvir eleitores
    2:13
  • Furacão Maria ameaça Ilhas Virgens e Porto Rico

    Mundo

    O furacão Maria "potencialmente catastrófico" está a ameaçar as Ilhas Virgens e o Porto Rico, depois de esta terça-feira ter semeado a destruição na Dominica e provocado um morto e dois desaparecidos na ilha francesa de Guadalupe.

  • Pistolas Nerf podem causar graves lesões nos olhos

    Mundo

    As balas das pistolas Nerf, quando atingem os olhos, podem causar graves lesões. O aviso é de um grupo de médicos de Londres, que recomenda a utilização de óculos protetores e o aumento da idade mínima para a utilização dos brinquedos.

    SIC

  • Investigadores descobrem como transformar gordura "má" em gordura "boa"

    Mundo

    Uma equipa de investigadores da Universidade de Washington, Estados Unidos, descobriu como converter a gordura corporal "má" em gordura "boa", permitindo queimar mais calorias e atrasar o aumento de peso, num estudo conduzido em ratos. Estes resultados abrem caminho para a possibilidade de desenvolver tratamentos mais eficazes para a obesidade e para a diabetes associada ao aumento de peso em pessoas, segundo os autores.

  • Escola na Croácia usa imagem de Melania Trump para chamar alunos

    Mundo

    "Imagine até onde pode ir com um pouco de inglês", foi com estas palavras que uma escola de inglês da Croácia decidiu promover as suas aulas, juntando ainda a fotografia de Melania Trump ao placard do anúncio. Agora, a primeira-dama norte-americana ameaça levar o Instituo Americki a tribunal. Entretanto, o placard já foi retirado do local.

    SIC