sicnot

Perfil

Economia

Arménio Carlos diz que 35 horas "tem de ser para todos"

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, afirmou hoje que o regresso às 35 horas de trabalho "tem de ser para todos", recusando a possibilidade desta medida abranger apenas alguns trabalhadores.

JOS\303\211 COELHO

O ministro das Finanças, Mário Centeno, afirmou terça-feira que o regresso às 35 horas "abrange apenas uma parte dos trabalhadores em funções públicas", já que algumas classes profissionais "têm horários de trabalho próprios", tendo a medida "um impacto nulo" nestes casos.

O governante falava na comissão parlamentar do Trabalho e Segurança Social, tendo também afirmado que o regresso às 35 horas na função pública tem "custos localizados" em serviços específicos da administração pública, cuja acomodação "requer um período de adaptação".

Questionado sobre esta matéria quando participava numa marcha com trabalhadores da indústria têxtil em Vila Nova de Famalicão, Arménio Carlos exigiu que o compromisso que entra em vigor a 01 de julho seja "para todos".

"É um compromisso, há que cumprir os compromissos, tal como já se cumpriram outras promessas. Não se justifica que um trabalhador com vínculo de nomeação e um trabalhador com vínculo de funções públicas não tenham os mesmos direitos e, neste caso, o mesmo horário de trabalho", disse o secretário-geral da CGTP.

Arménio Carlos apontou que "não faz sentido que um trabalhador trabalhe 35 horas e um trabalhador ao lado trabalhe 40" quando estes "prestam o mesmo serviço e são obrigados a cumprir um conjunto de deveres que são idênticos".

"Têm de ter os mesmos direitos", concluiu Arménio Carlos, reiterando que o problema se resolve de forma "simples".

"Aplique-se a 35 horas a todos os trabalhadores sem exceção e damos um passo em frente para que de seguida possamos também reclamar e reivindicar que no mais curto espaço de tempo as 35 horas possam ser alargadas aos trabalhadores do setor privado até porque essa é a melhor forma de criar mais emprego e combater o desemprego", disse.

O líder da CGTP rejeitou possíveis argumentos financeiros para esta medida, apontando que existem outras áreas onde podem ser analisadas "despesas dispersas e supérfluas", nomeadamente a divida pública, as parcerias público-privadas, bem como os 'swap' (produtos financeiros associados a empréstimos bancários).

Lusa

  • CGTP pede ao Governo que cumpra o que prometeu relativamente às 35 horas
    0:49

    País

    Em dia de manifestação da CGTP em Lisboa, Arménio Carlos avisou o Governo da promessa da reposição das 35 horas de trabalho semanais para a Função Pública. Para o secretário geral da CGTP a questão é central. Arménio diz que as promessas têm de ser cumpridas e a palavra tem de ser honrada sem mais negociações para que a lei seja aplicada a todos os funcionários públicos até dia 1 de julho.

  • "Há sobretudo um fosso entre o discurso que Trump faz e os de Obama"
    6:13

    Opinião

    Cândida Pinto e Ricardo Costa analisaram a tomada de posse de Donald Trump. O diretor de informação da SIC disse que o discurso de Trump "mexe com a sua base de apoio" e defende que "a grande questão não vai ser a relação com a Rússia, mas sim com a China". Já a Editora de internacional disse que o discurso foi "voltado para dentro, nacionalista, partidarista, com ataque à elite de Washington".

    Ricardo Costa e Cândida Pinto

  • Celebridades protestam contra Donald Trump
    3:00

    Mundo

    Tem sido assim desde a campanha e continua. Grande parte da comunidade de artistas não está nada contente com o Presidente eleito. Vários artistas aproveitaram o dia da tomada de posse para se reunirem em Nova Iorque e protestarem contra Donald Trump.

  • Artista que criou poster de Obama quer invadir EUA com símbolos de esperança

    Mundo

    Shepard Fairey - o artista por trás do tão conhecido cartaz vermelho e azul "Hope" de Barack Obama, durante a campanha eleitoral de 2008 nos EUA - produziu uma série de novas imagens a tempo da tomada de posse de Donald Trump, na sexta-feira. Agora, o artista e a sua equipa querem manifestar uma posição política com a campanha "We The People", contra as ideias que o Presidente eleito tem defendido.

  • Encontrados dez sobreviventes no hotel engolido por um avalanche em Itália
    1:44
  • Videoclipe mostra mulheres a fazer tudo o que é proibido na Arábia Saudita
    1:55

    Mundo

    Um grupo de mulheres canta, dança e faz outras coisas proibidas na Arábia Saudita como forma de protesto. O vídeo é uma crítica social à forma como as mulheres islâmicas são tratadas pelos maridos. Na letra constam frases como "Faz com que os homens desapareçam da terra" e "Eles provocam-nos doenças psicológicas". A ideia partiu de um homem, Majed al-Esa e já conta com 5 milhões de visualizações.

    Patrícia Almeida