sicnot

Perfil

Economia

Bruxelas adia sanções para Portugal e Espanha

A Comissão Europeia não vai aplicar, para já, sanções a Portugal por ter furado o défice em 2015. A decisão não é no entanto definitiva e voltará a ser discutida no início de Julho.

© Francois Lenoir / Reuters

Da reunião do Colégio de Comissários desta manhã saiu também uma exigência: O Governo terá de tomar mais medidas estruturais que permitam reduzir o défice e a dívida em 2016 e 2017.

A recomendação aplica-se não só a Portugal mas também a Espanha, cuja situação orçamental também esteve a ser analisada.

"Um ano, e apenas mais um ano" para Portugal corrigir défice

Na conferência de imprensa de apresentação das decisões hoje tomadas pelo executivo comunitário no quadro do semestre europeu de coordenação de políticas económicas, Pierre Moscovici comentou, relativamente à "muita especulação" em torno de eventuais sanções a Espanha e Portugal, que a Comissão concluiu que "este não é o momento certo, económica ou politicamente, para tomar esse passo", mas frisou que a situação voltará a ser analisada "no início de julho".

Hoje, frisou, a Comissão preferiu concentrar-se no que "é mais premente", ou seja, dar orientações orçamentais a ambos os países, no sentido de levarem a cabo "esforços estruturais que são exigentes", mas que Bruxelas considera "realistas", com vista à redução do défice, devendo Espanha e Portugal ter um ano suplementar para corrigir o défice excessivo, até 2017 e 2016, respetivamente.

Com Lusa

  • Fogo em Setúbal dominado
    2:31

    País

    O incêndio que deflagrou na terça-feira em Setúbal está dominado. As chamas chegaram a ameaçar as casas, o que obrigou à retirada de cerca de 500 pessoas das habitações, como medida de precaução. Também o Hotel do Sado teve de ser evacuado.

  • "Lancei um tema que os portugueses há muito queriam discutir"
    11:26
  • Danos Colaterais 
    18:55
    Reportagem Especial

    Reportagem Especial

    Jornal da Noite

    Nos últimos oito anos a banca perdeu 12 mil profissionais. A dimensão de despedimentos no setor é a segunda maior da economia portuguesa, só ultrapassada pela construção civil. A etapa mais complexa da história começou em 2008, com a nacionalização do BPN. Desde então, as saídas têm sido a regra. A reportagem especial desta terça-feira, "Danos Colaterais", dá voz aos despedidos da banca.