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Oferta de aquisição do BPI pelo CaixaBank pressupõe saída de mil trabalhadores

A oferta de aquisição do BPI pelo Caixabank tem implícita a saída de cerca de mil trabalhadores, estimou o conselho de administração do banco português no seu relatório sobre aquela proposta, divulgado hoje no sítio da CMVM.

© Rafael Marchante / Reuters

"Tomando por base os custos de reestruturação anunciados pelo oferente e as sinergias previstas na rubrica de custos com pessoal, este cenário seria compatível com a saída de cerca de mil colaboradores", especifica-se no texto enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Aqueles custos e estas sinergias tinham sido quantificados na proposta apresentada em 18 de abril, respetivamente em 250 milhões e 45 milhões de euros.

A redução de pessoal, ainda segundo o mesmo documento, citando a proposta do oferente, seria conseguida "dando prioridade a reformas antecipadas e lay-offs incentivados".

A administração do Banco BPI adiantou que tem em curso "iniciativas que levarão à redução de 250 efetivos até ao final do corrente ano".

O conselho de administração considerou a Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pelo CaixaBank como "oportuna" e entende que é "amigável" por ser proveniente de uma instituição com "grande credibilidade" e acionista desde 1995.

Já o presidente da Santoro e vogal da administração do BPI, Mário Leite da Silva, propôs que seja um auditor independente a definir o preço por ação a pagar pelo CaixaBank no âmbito da OPA.

Na declaração de voto do relatório do Conselho de Administração do BPI sobre a OPA do CaixaBank, Mário Leite da Silva, representante da empresária angolana Isabel dos Santos, que controla a Santoro, escreve que "os documentos sobre os quais o conselho se pronuncia contêm um conjunto de vícios que prejudicam a sua análise e, em particular, que não são completos e objetivos em relação a vários temas essenciais para a perceção da oferta".

Em abril, o CaixaBank obteve a 'luz verde' da CMVM para lançar uma OPA sobre as ações do BPI que ainda não controla, oferecendo um preço de 1,113 euros por ação no anúncio preliminar da operação.

Lusa

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