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Portugal vai hoje ao mercado para arrecadar até 1.500 M€

Portugal vai hoje ao mercado para arrecadar até 1.500 milhões de euros através de dois leilões de Bilhetes de Tesouro, a seis meses e um ano, segundo a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP).

(Lusa/ Arquivo)

Os dois leilões das linhas de Bilhetes do Tesouro (BT) decorrem pelas 10:30 e ocorrem no mesmo dia em que a Comissão Europeia deverá adotar as recomendações específicas por país em matéria de políticas económicas, estando Portugal e Espanha na expectativa de conhecerem o "veredicto" de Bruxelas sobre os Procedimentos por Défice Excessivo (PDE).

Ocorrem igualmente no dia seguinte ao IGCP ter garantido não só os 750 milhões de euros que pretendia com Obrigações do Tesouro com Rendimento Variável (OTRV), mas também ter tido uma procura de 1.200 milhões neste novo instrumento de dívida pública de retalho a médio prazo que pretende captar a poupança das famílias.

Com maturidades em novembro deste ano e em maio de 2017, os dois leilões têm um montante indicativo global entre os 1.250 milhões e os 1.500 milhões de euros, segundo informação do IGCP.

Nos últimos leilões de BT comparáveis, que decorreram em março, o IGCP conseguiu arrecadar 443 milhões de euros em BT a seis meses a uma taxa de juro média de 0,009% e 1.285 milhões de euros em BT a um ano com uma taxa de juro média de 0,050%.

Esta será a segunda emissão de BT do segundo trimestre, sendo que a agência liderada por Cristina Casalinho prevê a realização de mais um duplo leilão em junho, oscilando o montante indicativo global entre os 750 milhões e os 1.000 milhões de euros.

Em abril, Portugal conseguiu colocar 1.100 milhões de euros em BT a três e seis meses, com taxas médias de -0,004% e de 0,037%, respetivamente.

Na dívida a médio e longo prazo, neste segundo trimestre, o IGCP emitiu, esta semana, 1.150 milhões de euros em Obrigações do Tesouro (OT) a 10 anos, a uma taxa de 3,252%, e em abril já tinha colocado 1.500 milhões de euros a seis e a 30 anos, através de uma operação sindicada.

Nas linhas de atuação para financiamento no segundo trimestre, o IGCP "prevê emissões de Obrigações do Tesouro através da combinação de sindicatos e leilões, sendo esperadas colocações de 1.000 a 1.250 milhões de euros por leilão".

Lusa

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