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Parlamento grego aprova medidas de austeridade exigidas pelos credores

O parlamento grego aprovou hoje as medidas de austeridade exigidas pelos credores para a concessão de uma nova parcela do terceiro programa de resgate ao país negociado em 2015 e antes da reunião do Eurogrupo de terça-feira.

O BCE decidiu esta quarta-feira que não vai aumentar a linha de liquidez de emergência para os bancos nas próximas duas semanas, ainda que o Banco Central da Grécia não tenha feito nenhum pedido. (Arquivo)

O BCE decidiu esta quarta-feira que não vai aumentar a linha de liquidez de emergência para os bancos nas próximas duas semanas, ainda que o Banco Central da Grécia não tenha feito nenhum pedido. (Arquivo)

© Francois Lenoir / Reuters

"Hoje termina um período difícil para o país e damos o primeiro passo para sair da crise, um período que também terá as suas dificuldades", referiu o primeiro-ministro Alexis Tsipras, antes de sublinhar que "os parceiros europeus recebem a mensagem de que a Grécia respeita os seus compromissos, e agora eles devem demonstrar que respeitam os seus", numa alusão às eventuais negociações sobre o alívio da dívida grega.

O projeto aprovado prevê um mecanismo de correção automática em caso de derrapagem orçamental e medidas suplementares para acelerar as privatizações e aumentar os impostos indiretos, incluindo o IVA, com o Estado a pretender recolher 1.800 milhões de euros por ano.

Com esta nova lei o Governo também liberaliza a venda de fundos de investimento e estabelece um novo fundo de privatizações que substituirá o antigo TAIPED, com mais atribuições.

O texto de 7.000 páginas, aprovado pela coligação governamental liderada pelo Syriza, já tinha sido adotado na sexta-feira em comissão parlamentar, com os votos do partido da esquerda grega liderado por Tsipras e do seu aliado, o pequeno partido soberanista Anel (Gregos Independentes).

Durante a tarde e na praça Syntagma, frente ao parlamento, decorreu sem incidentes uma manifestação em protesto contra a aprovação da lei que segundo a polícia reuniu cerca de 11.000 pessoas.

Lusa

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