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Moody's antecipa défice de 3% este ano, Governo aponta para 2,2%

A agência de notação financeira Moody's alertou hoje para os riscos que "a debilidade" da banca nacional coloca a Portugal e reafirmou que o défice se deverá fixar nos 3,0%, acima das previsões governamentais de 2,2%.

© Brendan McDermid / Reuters

Numa nota sobre a qualidade de crédito de Portugal, a agência de 'rating' refere que, nos últimos anos, o desempenho orçamental do país tem sido afetado de forma negativa pela necessidade do Estado injetar capital em vários bancos e salienta que o Governo pode ter de voltar a capitalizar o banco estatal (Caixa Geral de Depósitos) este ano.

"A constante debilidade da banca continua a ser um risco para a notação de crédito de Portugal", indica a Moody's.

A agência de 'rating' [notação] reitera igualmente as preocupações quanto à evolução das finanças públicas, prevendo um défice de 3,0% do Produto Interno Bruto (PIB), superior à meta do Governo (2,2%), já que as perspetivas de crescimento são também inferiores, tal como tinha indicado em fevereiro.

"A Moody's considera que este desvio deve ser contido, dado o intenso escrutínio dos progressos orçamentais de Portugal por parte da Comissão Europeia e as exigências de medidas adicionais, caso a execução orçamental aponte para um desvio este ano", adianta a empresa.

Por outro lado, "o elevado rácio da dívida, tanto pública como privada, constitui um travão para as perspetivas de crescimento e o 'rating' da dívida soberana".

Apesar de ter estabilizado, a dívida pública portuguesa (129% do PIB) mantém-se entre as mais elevadas analisadas pela Moody's.

A agência espera "uma redução muito gradual nos próximos anos", mas nota que esta trajetória descendente é vulnerável a derrapagens orçamentais ou baixo crescimento económico.

Lusa

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