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CDS diz que a economia "está a andar para trás"

O CDS-PP defendeu hoje que os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas demonstram que "a economia está a andar para trás", com o investimento a diminuir pela primeira vez desde 2013 e as exportações a "desacelerar fortemente".

Cecília Meireles, deputada do CDS-PP

Cecília Meireles, deputada do CDS-PP

TIAGO PETINGA/ LUSA

"Os dados não são bons, demonstram que, com este Governo, a economia está a andar para trás. Nós estamos cada vez a crescer menos, quando o Governo tinha prometido o contrário", afirmou a deputada e vice-presidente do CDS-PP Cecília Meireles.

Em declarações aos jornalistas no parlamento, Cecília Meireles referiu que o INE mostra que a economia cresceu 0,9%, ao passo que "o Governo no Orçamento comprometeu-se com o dobro, com 1,8%, sendo que durante a campanha eleitoral até falava em 2,4%".

"O investimento, que é uma variável muito importante e a que mais tem a ver com o futuro e com a criação de emprego, pela primeira vez desde 2013, neste trimestre está a diminuir. Isso é extraordinariamente preocupante", argumentou.

Cecília Meireles apontou que "as exportações, que são também o motor da economia e são demonstrativas do crescimento saudável da economia, estão a desacelerar fortemente".

"No primeiro trimestre de 2015 tínhamos um crescimento das exportações na casa dos 7% agora estamos com um crescimento na casa dos 2%", disse, insistindo na ideia de que a economia "está a andar para trás".

O INE reviu hoje em alta o crescimento da economia no primeiro trimestre, com o Produto Interno Bruto (PIB) a crescer 0,9% em termos homólogos e 0,2% face ao trimestre anterior.

Apesar da revisão em alta, os números avançados significam que o crescimento da economia abrandou em termos homólogos, uma vez que entre janeiro e março do ano passado o PIB tinha aumentado 1,7%, estabilizando face aos últimos três meses de 2015, quando o PIB avançou igualmente 0,2%.

Segundo o INE, em termos homólogos, o PIB registou um aumento de 0,9% em volume entre janeiro e março (variação de 1,3% no trimestre anterior).

A procura externa líquida registou um contributo negativo de 1,1 pontos percentuais para a variação homóloga do PIB, igual ao observado no quarto trimestre de 2015, verificando-se uma desaceleração das exportações de bens e serviços e das importações de bens e serviços.

O investimento, por sua vez, registou uma redução de 0,6%, após o crescimento homólogo de 4,4% no trimestre anterior, refletindo a diminuição da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que passou de um crescimento homólogo de 1,0% no trimestre anterior para uma queda de 2,2%.

Lusa

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