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SAD do Benfica com prejuízo de 9,35 M€ no terceiro trimestre fiscal

A SAD do Benfica registou um prejuízo de 9,35 milhões de euros nos nove primeiros meses do exercício fiscal de 2015/2016, segundo o comunicado enviado na terça-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

© Reuters Staff / Reuters

De acordo com o documento, as contas nos primeiros seis meses registavam lucros de 5,0 milhões de euros, mas a tendência inverteu no último trimestre. Os 9,35 milhões de euros contrastam ainda com os lucros de 13,57 milhões de euros registados em período homólogo da época anterior.

A ausência de vendas de jogadores no trimestre agora findo é a principal explicação da SAD benfiquista para o resultado negativo, ao contrário do que sucedeu no período homólogo, durante o qual foram transferidos os atletas Bernardo Silva e Franco Jara, paara AS Mónaco e Olympiacos, respetivamente.

A SAD 'encarnada' justifica que o resultado com direitos de atletas deste trimestre ascende a um valor negativo de oito milhões de euros, contrastando com os 32 milhões de euros positivos registados em igual período na época passada.

Os resultados no período foram justificados por dois fatores, o desempenho desportivo alcançado na Liga dos Campeões, que segundo a SAD 'encarnada' contribuiu para o crescimento dos rendimentos operacionais, e a diminuição das alienações de direitos de atletas, que veio a ter um impacto significativo no decréscimo dos resultados com atletas.

Ainda de acordo com o comunicado, "o resultado líquido aproxima-se de um valor negativo de 9,4 milhões de euros e o resultado operacional (incluindo os direitos de atletas) ascende a um montante positivo de 4,2 milhões de euros, os quais não incluem o ganho obtido com a transferência do atleta Renato Sanches para o Bayern Munique".

Aquela SAD justifica ainda o resultado operacional sem direitos de atletas positivo de 12,2 milhões de euros no desempenho desportivo na Liga dos Campeões, destacando que ainda não foi tido em consideração o prémio de passagem aos quartos de final da prova e os outros rendimentos associados à eliminatória com o Bayern Munique.

O ativo consolidado ascendeu aos 419,8 milhões de euros, o que representa um decréscimo de 2,4% face a 30 de junho de 2015, principalmente justificado pelo recuo dos saldos de clientes em cerca de 36,9 milhões de euros, compensado parcialmente pelo aumento dos ativos intangíveis em 14,1 milhões de euros, face aos investimentos realizados em direitos de atletas.

Por seu turno, o passivo consolidado recuou 1,7 milhões de euros, factor impulsionado pelo decréscimo do saldo conjunto das rubricas de empréstimos obtidos, "sendo ainda de destacar a diminuição de 42,3 milhões de euros ocorrida no passivo corrente por contrapartida do aumento do passivo não corrente em 40,6 milhões de euros".

Quanto aos rendimentos operacionais, estes foram de 95,4 milhões de euros nos primeiros nove meses do atual exercício fiscal, um acréscimo de 22,7% face ao período homólogo.

"Esta variação é essencialmente explicada pelo desempenho desportivo na Liga dos Campeões, cujos prémios distribuídos pela UEFA, reconhecidos até 31 de março de 2016, representam cerca de 30 milhões de euros, face aos 14,5 milhões de euros apresentados no período homólogo", diz o comunicado.

Os gastos operacionais ascenderam, por seru turno, a 83,2 milhões de euros, um acréscimo de 7,2% face ao período homólogo, uma variação justificada pelo aumento dos fornecimentos e serviços externos em 3,3 milhões de euros e dos gastos com pessoal em 1,9 milhões de euros, "estando esta última variação relacionada com os prémios de objectivos distribuídos pelo plantel principal e pela estrutura profissional de futebol em consequência dos resultados desportivos alcançados".

Os rendimentos com transações de direitos de atletas superaram os 24 milhões de euros, justificados pelas alienações dos direitos dos atletas Ivan Cavaleiro e Lima para AS Monaco e Al-Ahly Dubai, respetivamente, que decorreram no primeiro trimestre de 2015/2016.

Lusa