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Vieira Monteiro deve ser hoje reconduzido na liderança do Santander Totta

O atual presidente do Banco Santander Totta, António Vieira Monteiro, deve ser hoje reconduzido num novo mandato de três anos à frente da instituição, com o início da reunião magna de acionistas agendado para as 10:00.

Presidente do Santander Totta, António Vieira Monteiro.

Presidente do Santander Totta, António Vieira Monteiro.

MARIO CRUZ/LUSA

Os ex-ministros socialistas António Vitorino e Luís Campos e Cunha vão integrar, como independentes, o Conselho de Administração (CA) do Santander Totta, com cargos não executivos, segundo a proposta que vai ser votada na assembleia-geral anual, que se realiza na sede do banco em Lisboa.

Nos termos da proposta de eleição dos órgãos sociais para o triénio 2016/2018 enviada em meados de maio pelo Santander Totta à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o CA do banco passa a integrar três mulheres, já que Inês Oom de Sousa e Remedios Ruiz Macia juntam-se a Isabel Mota, que já era membro (independente) daquele órgão.

António Basagoiti mantém-se como presidente do CA, continuando também na vice-presidência António Vieira Monteiro (que permanece ainda como presidente da Comissão Executiva) e Enrique Candelas (não executivo).

De acordo com o banco, dois dos elementos não executivos do CA - Angel Rivera Congosto e Remedios Ruiz Macia - são oriundos do grupo financeiro espanhol Santander, que detém quase na totalidade o capital do Santander Totta.

Entre os vários pontos em discussão, está a proposta de aplicação de resultados do exercício de 2015, na qual é referido um lucro de 568,4 milhões de euros.

Este valor, além do resultado líquido de 291,3 milhões de euros comunicado pelo Santander Totta relativamente ao exercício de 2015, incorpora também o 'badwill' relativo à aquisição do Banif.

Em janeiro, o espanhol Banco Santander inscreveu 283 milhões de euros de resultados positivos não recorrentes pelo Banif, explicando tratar-se de um "badwill" pela aquisição do banco português, o que significa que o Santander está a considerar que o preço pago é mais baixo do que o seu justo valor.

Em 20 de dezembro de 2015, o Governo e o Banco de Portugal anunciaram a resolução do Banif, com a venda de parte da atividade bancária ao Santander Totta, por 150 milhões de euros, e a transferência de outros ativos - incluindo 'tóxicos' - para uma nova sociedade veículo.

Lusa

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