sicnot

Perfil

Economia

CMVM proíbe venda a descoberto das ações do BCP até quarta-feira

A CMVM decidiu proibir a venda a descoberto das ações do BCP "por um período adicional de dois dias de negociação", depois de o banco ter esta segunda-feira desvalorizado quase 8%, para os 0,022 euros por ação.

© Hugo Correia / Reuters

Num comunicado enviado após o fecho do mercado, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) informa que decidiu "a extensão, por um período adicional de dois dias de negociação, da proibição das vendas a descoberto das ações representativas do capital social do Banco Comercial Português, S.A" na Euronext Lisbon.

No comunicado, a CMVM argumenta com a possibilidade de extensão, "por um período não superior a dois dias de negociação", até quarta-feira, da restrição temporária de vendas a descoberto de instrumentos financeiros "em caso de diminuição significativa do respetivo preço em momento posterior à implementação da restrição inicial".

A CMVM justifica ainda a decisão, afirmando que "a diminuição do preço das ações (hoje) em relação ao preço de fecho do dia de negociação imediatamente anterior é de 7,92%" e que "a flutuação do preço das ações em causa não pode excluir a ocorrência de um fenómeno de especulação com impacto negativo".

A Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA, na sigla inglesa) será notificada desta decisão do regulador português.

Lusa

  • Ações do BCP caem 25% em três dias

    Economia

    O BCP está a afundar-se na bolsa. Em apenas três dias as ações cairam 25%, valem agora menos de 2 cêntimos e meio. Os títulos já estavam a descer há algum tempo, mas o grande tombo começou esta quarta-feira, depois do Banco ter saído de um dos principais índices bolsistas do mundo.

  • Europa num clima de tensão parecido ao dos anos que antecederam a 2.ª Guerra Mundial
    2:18

    Mundo

    O populismo e a demonização do outro estão a conduzir a Europa a um clima de tensão semelhante ao dos anos que antecederam a 2.ª Guerra mundial. A conclusão é do relatório anual da Amnistia internacional, que denuncia ainda que 2016 foi um ano de "implacável miséria e medo" para milhões de pessoas. Embalados pelo discurso do medo, vários governos recuaram nos direitos humanos.