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Navio para normalizar abastecimento de combustível nos Açores chega sexta-feira

O navio que vai normalizar o abastecimento de combustível a várias ilhas dos Açores deve chegar ao arquipélago na sexta-feira, disse hoje o presidente do Fundo Regional de Apoio à Coesão e Desenvolvimento Económico.

(Arquivo)

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© Hani Amara / Reuters

"Já está em viagem a alguns dias em direção aos Açores e amanhã aporta a Ponta Delgada durante a tarde. Segue-se a normalização da operação de distribuição de combustíveis inter-ilhas nos Açores", afirmou à agência Lusa João Filipe.

O Governo dos Açores decidiu no dia 1 intervir no abastecimento de combustível a São Jorge, devido à iminente rutura de "stock" de gasóleo em três postos, na sequência da detenção, na Horta, ilha do Faial, do navio responsável pelo abastecimento.

Segundo uma nota do executivo, "tendo-se tornado iminente a rutura de stock de gasóleo em três postos de combustível daquela ilha", nesse dia foram dadas orientações à empresa pública Portos dos Açores "para deslocar, de imediato, um rebocador de São Miguel com cerca de 200 mil litros de gasóleo".

O presidente do conselho diretivo do fundo regional adiantou que, após o carregamento de combustível, o navio "seguirá de imediato, no sentido de, no sábado, já chegar à primeira ilha", o Pico, fazendo depois escalas em São Jorge, Graciosa, Flores e Faial.

"A intenção é, repondo a normalidade, fazer diariamente o toque em cada uma das ilhas, assegurando a operação de descarga e seguindo para a ilha seguinte", referiu o responsável, explicando que, na prática, o que vai suceder "é aquilo que normalmente acontece todas as semanas ou no intervalo de dez dias, que é o espaço que medeia a primeira ilha e a última ilha de rotação da distribuição de combustíveis".

João Filipe esclareceu que, neste período, "não aconteceu" qualquer uma das ilhas ter ficado sem combustível à disposição do consumidor.

"Houve uma marca que teve a infelicidade de num dos seus postos acabar o produto gasóleo, mas a ilha tinha gasóleo para consumo", garantiu, referindo que esta situação ocorreu em São Jorge.

O navio que está previsto chegar na sexta-feira é contratado pela Transinsular, responsável pelo transporte de combustíveis líquidos na região no âmbito de um contrato com o Governo Regional.

A 01 de junho, o capitão do porto da Horta, Diogo Vieira Branco, disse à Lusa que a Direção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos determinou a "detenção do navio Chem Daisy por não estar nas condições de certificação do Estado de bandeira".

"Este navio tem bandeira de Malta, mas não cumpre com as condições certificadas por Malta, nomeadamente no sistema propulsor, pelo que foi decretada a sua detenção até que o Estado de bandeira assuma que o navio tem condições para navegar", adiantou Diogo Vieira Branco.

Hoje, Diogo Vieira Branco informou que "o navio, atracado no cais comercial da Horta, mantém-se detido", referindo que as inconformidades não foram corrigidas, pelo que continua impossibilitado de navegar.

Segundo a lei, a detenção de um navio é um ato que resulta de uma avaliação inspetiva e consiste na proibição da sua saída para o mar devido a deficiências detetadas.

O Fundo Regional de Apoio à Coesão e Desenvolvimento Económico tem por missão o desenvolvimento e a aplicação de mecanismos que garantam o regular abastecimento de bens essenciais às populações do arquipélago dos Açores.

Lusa

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